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SUA HITÓRIA: Enviado por Ruan Soares

Há um 1 ano atrás eu fiz uma pergunta que mudaria todo o rumo da minha vida. Perguntei para o Erick se ele queria namorar comigo. E foi em um dia chuvoso, em uma calçada, olhando para aquele rostinho lindo , que e eu recebi o SIM mais especial da minha vida.
Mas quando eu disse que mudaria a minha vida, não era uma simplesmente uma frase filosófica, romântica ou de efeito não.
No dia 14 de janeiro de 2013 surgia um novo Ruan e uma nova história. Eu que ainda tinha 17 anos, nasci e fui criado em berço evangélico e vocês já podem imaginar os tabus que eu tinha em minha cabeça. A partir dali começava toda uma peregrinação para viver aquele amor e esconder da minha família o que realmente eu era. Tirando essa questão familiar, tudo era um mar de rosas no nosso namoro,afinal, início de namoro é sempre assim,né?!


Até que um dia, perto do aniversário do Erick, o pai dele perguntou se ele era gay e ele se assumiu. A partir dali, começava as provas que o nosso relacionamento passaria. Ele como sempre foi muito sentimental e com os problemas que ele passou a ter em casa, veio as crises pessoais e uma depressão que passou a ser tratado com psicólogos.
Eu sempre tive do lado dele, e por mais difícil que fosse, eu o amava, e quando a gente ama a gente cuida, entende e apoia.


Depois de 2 meses do aniversário do Erick chegou o meu aniversário, e pra me homenagear ele fez uma linda declaração de amor pra mim me parabenizando. Só que aquela linda declaração, se tornaria uma prova que usariam pra mostrar para a minha família que eu era gay.
Como eu faço aniversário no dia 1 de maio, alguns dias depois é o dia das mães. E foi assim , no dia das mães, que o PASTOR presidente da minha igreja entregou um print da declaração do Erick para minha mãe. Um belo presente de dia das mães, não?
Depois de muito choro, tristeza e tentativa de me curar, o convívio em minha casa era insuportável. 1 semana depois, minha mãe que é pastora e por causa da religião, disse que eu poderia tomar o rumo da minha vida.



Eu sai de casa e fui morar na rua do Erick, na casa de uma amiga nossa e a família dela. Foram 3 meses muito difíceis pois eram pessoas totalmente diferente de mim. Passei por fome,tristeza, e ainda ouvia indiretas pela minha presença indesejada ali. Só resisti à tudo aquilo pq eu tinha o meu amor do meu lado. Foi a vez dele cuidar de mim, me amparar e amar. Mas tudo aquilo foi bom porque com aquilo tudo estávamos mais unidos e o amor de um pelo outro já era cada dia maior.
Depois de 3 meses, em agosto eu voltei pra casa. Minha mãe me aceitou de volta após saber o que eu vinha passando. E também foi a época que meu pai descobriu que eu era gay. A aceitação dele me surpreendeu, porque eu imaginava que ele me espancaria e me colocaria pra fora de casa mais uma vez.
Passou-se o tempo, e 2 meses depois, no dia 11 de outubro, passando eu e o Erick numa passagem subterranêa no centro do nosso bairro, 4 ambulantes mexeram com a gente e eu voltei e pedi respeito pra eles, mas tudo numa boa. Um cara que não tinha nada a ver com história levantou e começou a me agredir. Estava tudo deserto pois já passava da 01:00 da manhã, éramos eu, o Erick e os agressores. Até que depois de um soco meu pra me defender, o cara me deu uma “gravata”, me desmaiou e eu entrei em convulsão.



Antes de desmaiar eu só ouvia o Erick gritando e apelando para aquele homem me largar e clamando ajuda aos curiosos, que àquela altura já tomavam conta do local.
A intenção do homem era me matar, eu sei porque ele falou para o Erick que só me largou porque ele pediu muito. Ou seja, se não fosse o Erick ali pedindo por mim, hoje eu estava morto.
Depois que eu retomei os sentidos, fomos ligar para a polícia, e advinha? Só dava ocupado. Resolvemos ir para 35 DP, a delegacia do nosso bairro no RJ, e chegando lá fomos informado que não poderiam fazer nada e nem registrar ocorrência porque não sabíamos o nome e nem o endereço do agressor.
Ficamos super chateados porque nem uma viatura mandaram ao local porque não podiam fazer isso, pois eram policiais civis e isso só poderia ser feito pela polícia militar. Pra nós uma regra besta e um verdadeiro descaso.


Depois do ocorrido, passamos a ter medo de tudo e todos, hoje já superamos, mas somos mais cautelosos com as pessoas e até hoje não passo pela passagem onde ocorreu o incidente pois tenho um certo trauma.
Mas com tudo isso, provamos mais uma vez um para o outro o quanto nos amávamos e o quanto um era importante para o outro, e o nosso relacionamento só ficou mais forte.
Depois disso, o meu pai não segurou mais a pose de pai compreensivo e me expulsou de casa. Nem me importei muito, pois não tinha uma relação perfeita com ele, e hoje moro com minha vó.
Hoje o pai do Erick aceita ele numa boa, até dá conselhos para ele com relação a nossa segurança. A mãe dele ainda é um pouco resistente pois é muito católica. Mas mesmo assim eu sou grato à eles porque no período em que sai de casa, mesmo com eles não aceitando o nosso namoro, os pais dele me ajudaram e sempre que podiam mandavam algo para eu comer e não passasse fome. O resto da família dele até fala de mim e pergunta por mim… uma grande evolução, não é mesmo?!
Minha família nem toca no assunto, minha mãe de vez enquanto diz que ora por nós. Apesar de eu saber que é pela nossa libertação, eu aceito, até porque oração nunca é de mais. E meu pai… ainda não falo com ele.


Realmente agora vocês já devem entender o porque de eu ter dito lá no ínicio que o Erick mudou a minha vida, né?
Mas apesar de tudo o que aconteceu de ruim, também aconteceram muitas coisas boas, muitos dias felizes, muitos momentos românticos, muitas descobertas juntos, muitos aprendizados e um crescimento pessoal enormeeeeeee… hoje tenho 18 anos e o Erick 19, mas eu posso dizer que em um ano amadurecemos uns 10 anos. Eu deixei de ser aquele filhinho de mamãe mimado e acostumado a ter tudo e o Erick cresceu e aprendeu a ser mais firme, mais dono do seu próprio nariz e muitas outras coisas.
Ele me libertou dos meus tabus internos com relação a sexualidade e eu fiz com que ele voltasse a acreditar em Deus e a ser tão temente quanto eu. De fato, são muitas coisas que se eu falar o texto será mais extenso do que já está. (kkkkk)
1 anos depois, eu só tenho a agradecer à Deus pelo enorme presente que ele me deu, o meu bebê é tudo pra mim, hoje eu não sei viver sem ele e nem quero. Ele é a razão da minha vida, meu tudo de verdade. Eu sou tão dependente dele quanto somos da água pra sobreviver. Ele é a minha realização, meu sonho conquistado. E lutei,corri atrás e consegui.
É com ele que eu quero construir minha família, ter nossos 4 filhos e ter nossos 2 cachorros e um gato como combinamos.(kkk) Quero viver com ele e pra ele pro resto da minha vida. E com esse texto eu quero mostrar pra todos que ele é muito importante pra mim, que ele é tudo na minha vida.
E dizer pra ele e pra todos que estão lendo que eu o amo e que a minha função é o fazê-lo feliz. Eu nasci e fui feito pra amar ele ecuidar dele.


Erick, eu te amo e com a nossa história espero inspirar muitas pessoas e quem sabe tirar o preconceito de muitas outras pessoas. E depois de 1 ano eu quero te agradecer por me fazer feliz e me completar e sei que é só o começo de uma eternidade ao seu lado. Te amo mais que tudo, bebê!


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