Publicado pelo jornal Sexually Transmitted Infections, estudo indicou maior probabilidade de infecção de gonorreia e clamídia para usuários de aplicativos como Grindr e Scruff
Homem gays ou bissexuais que usam aplicativos de encontros sexuais, como Grindr, Scruff, Growlr e Recon, são mais propensos contrair uma doença sexualmente transmissível (DST) do que os outros homossexuais masculinos que frequentam bares e casas noturnas LGBT. Foi esta a conclusão de um estudo feito em Los Angeles e publicado na última edição do jornal científico americano Sexually Transmitted Infections.Publicado no veículo científico especializado em DSTs, o estudo coletou dados e fez testes de doenças sexualmente transmissíveis com 7184 homens do Centro de Saúde Sexual de Los Angeles, entre 2011 e 2013. Levantamentos anteriores já sugeriam que gays e bissexuais que buscam relações sexuais online são mais propensos a praticar sexo sem proteção e a ter mais parceiros.
Em
2013, um estudo da ONG de Nova York Community Healthcare Network já
indicava dados similares ao do estudo de Los Angeles, revelando que 50%
dos usuários gays e bissexuais de apps de encontros sexuais admitiam
fazer sexo sem preservativo.
Entre os mais de 7 mil
homens pesquisados em Los Angeles, 34% tem apenas um parceiro sexual.
30% deles buscam encontros em lugares públicos e em sites
especializados, como o Manhunt. Os outros 36% recorrem aos apps nos
smartphones para atingir este objetivo.
Um dos primeiros a ser lançado, o Grindr é mais popular
destes aplicativos, apresentando um crescimento vertiginoso nos últimos
anos. Em 2013, o app divulgou que tinha seis milhões de usuários em 192
países. O Scruff, Glowlr e o Recon atendem a públicos mais específicos.
Os dois primeiros são dedicados à comunidade gay dos ursos, o segundo é
destinado aos praticantes de sadomasoquismo e outros fetiches.
Os
pesquisadores de Los Angeles buscaram identificar com a pesquisa se o
uso de aplicativos deste tipo alterou os comportamentos de homens gays
em relação ao risco de infecção. O estudo indica que parte dos usuários
do aplicativo está fazendo sexo desprotegido e se expondo a mais riscos.
A
hipótese apontada pelos pesquisadores é que com os aplicativos de
smartphone é mais fácil e mais rápido conhecer potenciais parceiros,
aumentando assim as chances de sexo anônimo desprotegido.
Consequentemente, o risco de pegar uma doença sexualmente transmissível é
maior.
Os apps viraram uma febre na comunidade gay
Ainda segundo o estudo, os usuários de apps têm
23% mais chances de serem infectados com gonorreia. A probabilidade
deles contraírem clamídia é 35% maior. O levantamento não conseguiu
encontrar diferenças quanto ao diagnóstico positivo de HIV e sífilis
Os
pesquisadores fizeram questão de ressaltar no estudo que os dados do
estudo devem ser vistos com reserva e que eles mostram apenas o
comportamento da população gay que frequenta o Centro de Saúde Sexual de
Los Angeles.
"Os avanços tecnológicos que tornam mais eficiente a
reunião anônima sexual de parceiros podem ter o efeito indesejado de
criar redes de indivíduos de usuários que podem ser mais propensos a ter
doenças sexualmente transmissíveis do que outras pessoas”, escreveram
os pesquisadores no estudo.Autor do estudo, o epidemiologista do Centro LGBT de Los Angeles Matthew Beymer o objetivo do estudo é alertar para que homens gays e bissexuais se relacionem sexualmente com cuidado segurança. "Queremos que os riscos e benefícios de qualquer nova tecnologia sejam conhecidos", explicou Beymer.
Com informações da Reuters
Fonte: http://igay.ig.com.br/2014-06-22/gays-que-usam-apps-de-encontros-tem-mais-chances-de-contrair-dsts.html



