Vitória Pereira
vitoria.pereira@jornaldebrasilia.com
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Um episódio de agressões envolvendo um grupo LGBT e seguranças de um shopping, em Santa Maria, está repercutindo nas redes sociais. No Facebook, um jovem relatou que cerca de oito adolescentes, entre 16 e 17 anos, estavam reunidos no estabelecimento, por volta das 21h30 desta terça-feira (14), quando um dos seguranças tentou impedir que uma das meninas subisse até a praça de alimentação para lanchar. “Ele alegou que o nosso grupo era responsável por desligar a escada rolante do shopping e tentaram nos expulsar de lá. Eu resisti e disse que iria comer. Foi aí que um deles me deu um soco no rosto. O impacto foi tão grande que eu cai no chão e não consegui me levantar”, afirmou D.D.
Ainda segundo o relato, após a agressão, os amigos foram ajudar a vítima. Nesse momento, um brigadista chegou ao local e agrediu outros dois integrantes do grupo com um soco no nariz e chutes. “O brigadista já chegou nos agredindo. Ele deu um soco no rosto do meu colega e me deu um chute tão forte que eu cai pelas escadas”, desabafou J.V.
Discriminação
Segundo uma das adolescentes, os seguranças empurraram os jovens para fora do estabelecimento sob xingamentos. “Eles chamaram meus amigos de ‘viadinhos’ e diziam que ali não era lugar para eles ficarem bagunçando”, contou a moça.
Após o episódio, um dos jovens procurou a administração do shopping e se surpreendeu com a resposta. “Após todo o estresse e sofrimento que passamos, os responsáveis pelo shopping disseram que os homossexuais querem sempre causar nos lugares”, desabafou.
Versão dos seguranças
Segundo a Polícia Civil, os seguranças alegaram que os adolescentes estavam tumultuando. “O grupo ficava brincando nas escadas, subindo ao contrário, e impedindo as pessoas de circularem, além de gritarem o tempo todo para chamar a atenção do público”, disseram, em depoimento. Ainda de acordo com a Polícia Civil, os seguranças alegaram que só bateram nos jovens pois eles haviam iniciado uma agressão contra um dos funcionários.
Segundo a Polícia Civil, os seguranças alegaram que os adolescentes estavam tumultuando. “O grupo ficava brincando nas escadas, subindo ao contrário, e impedindo as pessoas de circularem, além de gritarem o tempo todo para chamar a atenção do público”, disseram, em depoimento. Ainda de acordo com a Polícia Civil, os seguranças alegaram que só bateram nos jovens pois eles haviam iniciado uma agressão contra um dos funcionários.
A administração do shopping foi procurada pelo Jornal de Brasília, mas não se pronunciou até a publicação desta nota. O grupo registrou Boletim de Ocorrência na 33ª Delegacia de Polícia, em Santa Maria.´
Fonte: http://www.jornaldebrasilia.com.br/





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