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8 famosos que quebram estereótipos de gênero na hora de se vestir

Tem pessoas LGBT batendo de frente dos padrões e arrasando muito.

Enquanto o mundo fashion está buscando uma moda sem gênero, alguns famosos andam desafiando aquelas regrinhas de "roupa de homem" e "roupa de mulher" a muito tempo. Seja bancando um batonzão, adotando o cabelo curtinho com camisa social ou combinando uma saia com moletom, tem cantor e modelo batendo de frente dos padrões e arrasando muito.

Liniker
8 famosos que quebram estereótipos de gênero na hora de se vestir
Foto: Reprodução
Cantor Liniker chama atenção pela voz grave com um jeito delicado no palco.
O cantor brasileiro adotou elementos do vestuário dito feminino para suas performances. O batom forte, maquiagem nos olhos, maxibrincos e turbantes fazem parte de seu figurino, que esbanja sensualidade e resgata suas raízes étnicas.

Cara Delevingne
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Foto: Divulgação
A modelo Cara Delevingne é namorada da cantora Annie Clark.
Apesar de andar em cima de um saltão como ninguém, a modelo britânica gosta mesmo é de passear por aí de moletom e touca, como podemos ver em seu Instagram. Namorada da cantora Annie Clark (a St. Vincent), ela ficou famosa por causa das suas sobrancelhas e seu visual essencialmente andrógino.

Marcela Vale (Mahmundi)
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Foto: Divulgação
A cantora Mahmundi as vezes aposta em figurinos super coloridos.
A cantora carioca combina o black curtinho com peças que poderiam ter saído do guarda-roupa de qualquer boy, flertando com o visual andrógino. Ainda assim, às vezes aposta em figurinos super coloridos e femininos.

Ruby Rose
8 famosos que quebram estereótipos de gênero na hora de se vestir
Foto: Getty Images
A atriz Ruby Rose interpreta uma lésbica no seriado "Orange is the New Black" da Netflix.
A estrela de "Orange is the New Black" tem rostinho de boneca, mas prefere roupas agênero, como calças saruel e ternos oversize. Às vezes usa saltão e decote, porém seus calçados favoritos são os tênis esportivos.

Jaden Smith
8 famosos que quebram estereótipos de gênero na hora de se vestir
Foto: Reprodução
Jaden Smtih estreou-se no cinema em 2016 no filme “Em Busca da Felicidade”.
O filho de Will Smith chamou atenção por usar saia para ir à escola nos últimos meses. Desde então, a peça não sai do seu guarda-roupa e ele chegou a estrelar uma campanha da Chanel usando o modelo e foi estrela em campanha de coleção feminina da Louis Vuitton.

Ellen Degeneres
8 famosos que quebram estereótipos de gênero na hora de se vestir
Foto: Reprodução/Wallpaper
Ellen Degeneres é casada com Portia De Rossi e uma grande ativista dos direitos LGBT.
A apresentadora é conhecida, desde os anos 1990, por seu estilo "tomboy". As roupas dela já foram criticadas por serem muito masculinas, mas hoje em dia percebemos que ela sempre foi bastante corajosa por assumir seu estilo sem medo mesmo sob os holofotes.

Jaloo
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Foto: Reprodução
O cantor Jaloo lançou recentemente seu vídeo clipe 'Last Dance'.
O cantor brasileiro aposta em um visual andrógino com corte de cabelo visto como feminino e maquiagem. Ele também prefere roupas sem gênero, como camisetões, calças de corte reto e saia.

Rain Dove
8 famosos que quebram estereótipos de gênero na hora de se vestir
Foto: Reprodução
A modelo Rain Dove faz sucesso por causa da sua aparência andrógina.
A modelo sem gênero aposta tanto em looks femininos como nos masculinos, como é o caso do terno com decote avantajado e tênis dourados. Ela falou, em entrevista ao site "Mashable", que não veria problemas em desfilar de lingerie, apesar de raramente conseguir trabalhos do tipo por causa da sua aparência andrógina.

Fonte: http://www.gay1.ws/

Após sofrerem criticas do próprio meio gay, casal gay vence concurso e manda recado!




Não faz muito tempo postamos aqui noACAPA a história do casal gay que surpreendeu a todos ao receber um numero expressivo de votos em um concurso de supermercado.
 
+Supermercado faz concurso para o Dia dos Namorados e casal Gay surpreende com 8 mil votos

A boa notícia é que o concurso já acabou e o casal gay ganhou!

Mas algo que não passou batido por nossos olhos, foram os comentários fúteis e recalcados dos próprios gays do site, que se sentiram na condição de julgar a suposta falta de beleza do casal...

Diante deste quadro, entramos em contato com o casal para saber mais sobre a história deles e dar a eles a oportunidade de se posicionarem frente a esta chuva de comentários depreciativos.

E o resultado foi uma entrevista linda que mostra aquilo que já sabemos: o amor sempre vence.
 
Confiram:
 
 Como que surgiu a ideia de participar da promoção e como vocês reagiram quando viram as proporções que aquilo estava tomando?
 
Eu, Marlon, tomei conhecimento do concurso através de conhecidos que estavam participando. A partir disso, conversei com meu namorado, Maykon, sobre a possibilidade de participarmos. Calculamos que precisaríamos de cerca de 700 curtidas na foto para termos alguma chance de vitória, visto que era a última semana do concurso e os demais concorrentes já estavam bem à frente. Naquele dia, na hora de dormir, por curiosidade, acessei a foto, a fim de ver se já tínhamos alcançado as 700 curtidas. Foi aí que me espantei com o número que já havíamos alcançado. Mostrei a tela do celular para o Maykon, não acreditando no número. Ele também pensou que pudesse ter ocorrido alguma pane no aplicativo do Facebook no celular. Mas alguns amigos, mais tarde, acabaram confirmando: nossa foto tinha mais de 4,3 mil curtidas.
 
Nossa reação imediata foi de espanto e encantamento.
 
Qual foi o prêmio? O que pretendem fazer com ele? Como foi o tratamento do pessoal do supermercado com vocês em todo o processo?
 
O prêmio consiste em um jantar romântico e o direito a nossa foto estampando o encarte com as promoções do supermercado de Ijuí.
 
Na terça-feira a rede se manifestou através de comentário na nossa foto, dizendo ser a favor de toda forma de amor. Na quarta-feira daquela semana o setor de marketing já me enviou um e-mail solicitando a foto. Como aquela que enviamos foi selecionada rapidamente e sem pretensão, resolvemos procurar um amigo nosso, que é fotógrafo, para tirar uma foto mais ajeitados. Na sexta-feira também ligaram para o meu celular nos parabenizando.
 
Imagino que não deva ser fácil ler os comentários depreciativos dos próprios gays que ao invés de ficarem felizes com a felicidade alheia se sentem no direito de questionar a beleza alheia. Como vocês encaram esse tipo de reação das pessoas?
 
O Maykon foi quem ficou mais chateado com esses comentários. Já eu, lia e dava risada, pois tenho uma visão um pouco diferente. Não me preocupo com palavras negativas vindas de terceiros, uma vez que não me acrescentam nada. Se eu fosse ouvir cada besteira que me falam, cada palavra que me dirigem para me colocar pra baixo, nunca teria me assumido, nunca teria virado militante LGBT, nunca teria conhecido e me apaixonado pelo Maykon, nunca teria conseguido uma bolsa na faculdade, nunca teria me formado em Direito, nunca teria me tornado advogado, nunca teria começado a trabalhar na Unijuí... E, especialmente quando envolvemos LGBT’s, ainda há muitas questões, especialmente psicológicas, envolvidas, muitas vezes fruto de desamparo familiar, abandono afetivo, rejeição, frustração, tudo resultado da homofobia, especialmente no ambiente familiar, o que pode culminar nessas situações desagradáveis contra outros LGBT’s. Enfim, acredito que, ao menos na maioria das vezes, essas demonstrações de futilidade e desprezo pelo humano podem envolver questões psicológicas mais complexas, sendo por isso que geralmente, quando não está ao meu alcance ajudar, resolvo ignorar.
 
Vocês já foram vítimas de homofobia alguma vez? 
 
O Maykon não recorda de nenhuma situação. Por ter uma personalidade forte, acredita que isso nunca deixou uma situação assim acontecer.
 
Contudo, eu, Marlon, já passei por algumas situações desagradáveis. Felizmente, nunca me deparei com uma situação de violência física, pois sempre fiz questão de exigir respeito onde quer que eu fosse, bem como sempre fiz questão de me impor perante homofóbicos. Mas isso não impediu que algumas vezes fossem dirigidos alguns xingamentos para minha pessoa. Já ocorreu de eu estar caminhando com meus amigos pelas ruas, e carros passarem com pessoas gritando “viado”, “boiola”... Quando Maykon e eu caminhamos de mãos dadas, também é comum pessoas olharem torto ou fazerem cara de desgosto.

 Dia dos namorados chegando, se vocês pudessem mandar um recado para os gays que ainda não encontraram seu par, o que vocês diriam?
 
Maykon: eu diria para pararem de procurar beleza, uma falsa beleza, apenas beleza física, para poderem encontrar uma pessoal que realmente lhe faça feliz, e que realmente seja companheiro para todas as horas. Também, é importante conhecer melhor as pessoas, não sair namorando por causa de status de Facebook, para adquirir algum tipo de fama.
 
Marlon: o amor é um sentimento complexo, profundo e intenso. Muitas vezes exige paciência para realmente acontecer. Mas o importante é que ele sempre chega, fazendo valer toda a espera. Reconhecemos ele por trazer consigo apenas coisas boas, apenas alegria,
 
Apenas felicidade, apenas bem-estar. E, quando ele chega, status e aparência não têm importância, justamente porque o amor não é fútil, não é soberbo, não é egoísta...
 
Para finalizar, só temos a agradecer por toda essa visibilidade que o site A Capa tem proporcionado, e também pela ajuda na divulgação da foto. Também, agradecemos, especialmente ao Emílio Faustino, pela atenção ao desfecho do concurso, com o contato para essa nova entrevista, mais abrangente e, esperamos, de grande relevância. Abraços.

Fonte: http://acapa.virgula.uol.com.br/

Casal de homens terá filho gerado pela mãe de um deles, aqui no Brasil

Essa é a história da brasileira Quitéria de Souza Cintra Albuquerque, 44 anos, casada com Carlos de Albuquerque, 47 anos, pais de Jefferson, casado com Julien Lamindin, 30 anos, francês. Eles se conheceram em 2012 num hospital onde ambos trabalham, na França, e se casaram no ano passado, no Brasil.
O bebê sairá do hospital com a certidão de nascimento com o nome de seus dois pais, conforme já autorizado judicialmente. A bela história com final feliz poderia ser só mais uma, de um casal homoafetivo, não fosse a barriga onde Ezra foi gestado: a da mãe de Jefferson.
Ela ofereceu o seu ventre ao saber que o filho e o genro pediriam para uma prima gerar o filho deles. O sonho, para a felicidade de toda a família, foi concebido em dois meses, aqui no Brasil.
“Quando o resultado dos exames da minha mãe comprovou que ela poderia gerar a criança, conversamos com o meu pai. Ele adorou a ideia de ter um neto. Meus dois irmãos e avós estão muito felizes, também. Depois, começamos a procurar por uma doadora de óvulos aqui no Brasil. Tentamos dois embriões, um com o sêmen do Julien e o outro com o meu. Só um deu certo, mas a gente não sabe de quem é. E não pretendemos saber. O filho é nosso”, conta Jefferson.

O medo do casal era de a mãe se apegar demais ao bebê. Mas tudo foi conversado e deu certo. Julien, que chegou ao Brasil na quinta passada para acompanhar o parto, disse que a família dele levou, inicialmente, um susto: “Foi surpreendente para eles. Mas foi bem aceito por todos”.
Quitéria também mora na França com o resto da família e aceitou tudo com naturalidade. Mãe de outros dois filhos, ela já havia conversado com a filha que emprestaria a barriga para ela, caso fosse necessário.
“Quem poderia amar mais um bebê do que os avós? Eu tinha medo da prima se apegar ao neném e, depois, não querer entregá-lo. Meu filho casou e estava à procura de alguém. Eu disse que carregaria o filho deles. Quando o Ezra nascer, vou tratá-lo como meu neto. A responsabilidade é toda dos dois, que são pais da criança”, diz Quitéria.
A dificuldade maior encontrada pelos três foi explicar aos amigos, já que na França o procedimento é proibido. Uns entenderam. Outros, até hoje, acham estranho: “Explicamos que a minha barriga é só um abrigo para o meu neto. Não há nada meu no bebê. A maioria entendeu”, afirma Quitéria.
Antes do bebê, Jefferson e Julien tentaram vir morar no Brasil, mas não deu certo. Além da falta de estrutura e de emprego, eles contam que foram agredidos em Copacabana. Passeavam de mãos dadas quando um rapaz ameaçou soltar o cachorro em cima deles.
“Isso nunca aconteceu com a gente na França. Andamos de mãos dadas pelas ruas de lá sem problemas. Agora, no Rio, quando vamos à rua, mantemos distância um do outro. Temos medo da violência”, conta Jefferson, que chegou com a mãe ao Brasil há 15 dias para que ela tivesse o bebê aqui.
Segundo a advogada do casal, Vera Fontes, o procedimento permitido no Brasil é o de fertilização in vitro: “Os óvulos foram recebidos por doação e os espermatozoides foram fertilizados fora do corpo. Depois, o embrião foi inserido no útero da avó Quitéria. Foi assinado termo de consentimento das partes, inclusive do marido da Quitéria (no caso, avô). A lei faz esta exigência para evitar futura demanda judicial.”
Uma semana depois do parto, tudo correndo bem, como esperado, os três embarcarão de volta para a França. Estão ansiosos para apresentar Ezra para o resto da família.
“Não é um nome comum. Mas a gente gosta. Sabe o que significa? É ‘ajuda’. Se não fosse a ajuda da minha mãe, a gente não conseguiria ter o nosso filho. Estou doido para pegá-lo nos braços. A mais empolgada de todos com a história é minha avó, que quer ver o seu bisneto”, conta Jefferson.
Fonte: O Globo

Após sofrer muito, mulher deixa a barba crescer e diz: “me sinto feminina e sexy”



Durante a adolescência, nossos corpos sofrem inúmeras transformações e, por isso, é comum que os jovens se sintam inseguros e preocupados em relação a aparência, principalmente por causa dessa sociedade repleta de padrões estéticos. No caso das mulheres, por exemplo, muitas delas passam a adotar hábitos como usar maquiagem e fazer as unhas, justamente para se “adequar” a esses padrões tão massacrantes. No entanto, paraRose Geil, a adolescência trouxe uma tarefa incomum para a sua rotina: fazer a barba.
Aos 13 anos de idade, ela viu os pelos faciais fugindo do seu controle e tomando conta de seu queixo, bochechas e da área acima do lábio superior. Depois de anos os arrancando, raspando e até apelando para tratamentos caros de remoção a laser, nada parecia surtir efeito.


Foi aí que a mulher, que vive no Oregon, Estados Unidos, decidiu parar de lutar contra a sua natureza e ser quem ela realmente é. Ela afirma que deixar a barba crescer a deixou confiante: “Me sinto bonita com a barba como nunca me senti antes”, revela. Mas nem sempre foi assim.
Rose raltou que, durante a adolescência, não dormia fora de casa com medo de acordar com a barba crescida. Sua insegurança afetou suas relações pessoais e causou um grande impacto emocional. Ainda sem diagnóstico definido, ela acredita que sua condição se deve a uma combinação de genes, além da síndrome dos ovários policísticos.
Depois de anos sofrendo com o preconceito e vivendo um intenso desgaste emocional, só agora, com 39 anos, é que Rose resolveu assumir sua característica: “Eu estava emocionalmente esgotada por tentar esconder a minha barba todos os dias e sentia que estava falhando miseravelmente”, confessa.

Depois de seis semanas lutando contra a vontade de retirar os pelos, Rose passou a exibir uma barba grande e volumosa. Felizmente, sua família e amigos deram o suporte necessário para que ela passasse pela transição da melhor forma. Agora orgulhosa e confiante, ela acrescta: “Eu definitivamente me sinto feminina e sexy”.
Arrasou!

Fonte: Superpride

Internet vai à loucura ao ver comercial da Colgate com casal gay


A Parada do orgulho LGBTTTI do México aconteceu há algumas semanas e deixou muito arco-íris no ar. E quem capturou essa magia foi o pessoal da Colgate, que lançou o primeiro comercial da sua história com um casal gay.

No vídeo, um avô e seu neto decidem ajudar os seus novos vizinhos, um casal gay, para carregar uma cadeira enquanto se move. “Às vezes você só precisa de um sorriso”, diz a comercial, enquanto mostram os dois novos vizinhos de mãos dadas.
Pra promover a campanha, a marca está utilizando a hashtag #SmileWithPride. Como tudo nessa vida, o vídeo recebeu muitas mensagens de apoio e muitas deslikes de preconceituosos, principalmente no Facebook, que também é conhecido como depósito de ódio e textão.
Vale lembrar que, em 17 de maio, o presidente Enrique Peña Nieto apresentou uma proposta para emendar a Constituição e aprovar o casamento homoafetivo no país.



Fonte: Superpride

Pais apoiam filhos homossexuais

Grupo reunido no encontro de terça no auditório da Secretaria da Cidadania
Grupo de Pais de Homossexuais de Sorocaba chega a  sua 11ª edição com alterações. Objetivo é ser feliz


Fernanda Ikedo/ Especial para o BOM DIA
Assis Cavalcante/Ag. Bom Dia 
 Grupo reunido no encontro de terça no auditório da Secretaria da Cidadania
 
O que muda para um pai ou uma mãe descobrir que seu filho ou filha é homossexual? Para muitos, pode ser o início de uma guerra. Para tentar apaziguar corações e mentes e gerar boas reflexões sobre o assunto surgiu em Sorocaba o GPH (Grupo de Pais de Homossexuais). 

Inspirado pela iniciativa da psicóloga Edith Modesto, 76 anos, fundadora e presidente da ONG Grupo de Pais de Homossexuais e pesquisadora da USP (Universidade de São Paulo), o grupo em Sorocaba, promove encontros mensais, realizados no auditório da Secretaria da Cidadania, sempre às terças-feiras, às 19h30. 

Até janeiro, esses encontros eram divididos em duas sessões, às 19h e às 20h30, um para os jovens e outro para os pais. Mas desde terça, passou a ser simultâneo.

Outra novidade é que a psicóloga Edith Modesto, que participou das reuniões até o 10º encontro, passou a bola para os pais coordenarem as discussões. A coordenadora do GPH, Larissa Gallep, diz que um grupo de pais fez curso com a Edith para serem multiplicadores e promoverem as discussões. 

Entre eles, está Jorge, 60, que prefere não ser identificado para que sua filha não sofra preconceitos. Ele é casado e tem duas filhas. As duas são casadas. Uma com um homem e a outra com uma mulher. No encontro de terça (18), Jorge contou sua experiência em casa quando descobriu homossexualidade da filha.

“Os jovens devem entender os pais, porque precisamos de um tempo”, afirma Jorge que teve uma mudança brusca no comportamento com a filha. 

“As duas jogavam futebol e traziam as amigas para casa, fazíamos churrasco sempre e nunca tive preconceito com as meninas que namoravam meninas, mas quando descobri que minha filha era homossexual falei que iríamos até a Parada Gay para defender a causa, mas queria que deixasse disso”, conta.

Jorge e a mulher sofreram muito, da mesma forma, a filha, que até saiu da casa dos pais. Hoje estão todos felizes. Jorge compartilhou sua felicidade com outros pais.

No primeiro impacto após a notícia, busca é pela ‘cura gay’
Quando o filho de S., 52 anos, contou a ela e ao marido que era gay, tinha 14 anos de idade. A revelação causou um susto grande no pai. “Eu já desconfiava e fui o ajudando a contar”, diz.

Mesmo inconformado o pai começou a procurar ajuda e orientação pela internet e descobriu o grupo virtual da psicóloga Edith Modesto. Depois, soube do GPH. 

Diferente de S. e seu marido, a maioria dos pais que vão pela primeira vez ao encontro buscam a “cura gay” para o filho. Eles tentam se informar se não tem jeito de reverter a situação. Alguns não voltam mais, outros começam a compreender e aceitar que não há diferença entre um casal hétero ou homossexual. Deixando assim, de sofrer.

Para o estudante Henrique Santana, 18, todo cuidado é necessário. Ele assumiu sua orientação sexual depois de participar do primeiro encontro do GPH. “Minha mãe é muito minha companheira e ela sempre diz para não dar bandeira na rua porque, realmente, há pessoas preconceituosas e violentas”, diz.


MAIS
Caiu em desuso
A palavra homossexualismo não é mais usada, por caracterizar - pelo ‘ismo’ – doença. O correto é homossexualidade. 

Sigilo
Alguns participantes jovens do GPH não se importam em aparecer na reportagem com imagem e declarações, mas os assuntos abordados entre eles são sigilosos. 

Nas reuniões de pais a reportagem não pode ter acesso, nem identificar os entrevistados. 

Participe
Pessoas de todas as idades, que se encaixem no projeto, podem participar gratuitamente, basta comparecer no horário agendado. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone 3219.1924.




 
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