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Crimes de homofobia agora podem ser denunciados pelo WhatsApp no DF

ONG vai prestar ajuda por meio do aplicativo sete dias por semana.


Publicado em 01/05/16 às 20:38

Do Gay1 DF 

Crimes de homofobia agora podem ser denunciados pelo WhatsApp no DF
Foto: Reprodução/Google Images
Whatsapp vira canal de denúncia de discriminação sexual no DF.
O Whatsapp passa a ser forma de fazer denúncia de discriminação contra LGBT e de pedir apoio social no DF e Entorno.

Pelo número 61 9371-4879, não só LGBT como também pessoas soropositivas para o HIV e para as hepatites virais poderão solicitar informações sobre saúde e direitos e demandar assistência jurídica, psicológica e social.

O serviço é oferecido pelo projeto Plurais, feito pela ONG brasiliense Palco e financiado pelo Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais, do Ministério da Saúde.

A ideia, inédita no DF, surgiu devido ao grande uso do aplicativo de comunicação principalmente dentre jovens. A proposta é tornar mais fácil o acesso à informação a respeito dos temas-foco do projeto.

A recomendação da ONG é que o público-alvo insira o número do Whatsapp na agenda assim que souber do Plurais. Assim, fica mais fácil acionar o serviço quando houver necessidade. A partir de 29 de maio, o telefone ganha o dígito nove na frente.

O serviço funciona sete dias por semana. As respostas podem ser dadas instantaneamente ou, em casos mais complexos, em até 48 horas em dias úteis.

O projeto atuará principalmente no encaminhamento dos demandantes para serviços e órgãos de apoio. A esse conjunto, o Plurais dá o nome de Rede Cidadania Arco-íris.

Fonte: http://www.gay1.ws/

Semana do Orgulho Ser defende direitos da população LGBT


10/06/2016:

O evento acontece no Centro de Ciências da Educação da UFPI
Iniciou nessa segunda-feira (6) a 12° Semana do Orgulho de Ser em Teresina, com o tema "Direitos: a gente não quer pela metade". O evento acontece no Centro de Ciências da Educação (CCE) na Universidade Federal do Piauí (UFPI), em parceria com o Grupo Matizes, Prefeitura de Teresina e coletivos de pessoas LGBTs que trabalham a diversidade na educação.
A semana terá suas atividades até o dia 10 de junho, com foco em educação e saúde, promovendo conferências, mesas-redondas, oficinas temáticas simultâneas e o talk-sow: “Afetos, desfazendo o gênero na educação". Além disso, conta com atrações culturais, com a Mostra de Queerdilha dos lábios Não Iguais, atividade cultural da noite desta terça-feira (7), tratando do universo da diferença e da universidade.
Foto: Divulgação/Internet
Nos dias 8 e 9 de junho, no Campus Torquato Neto, na Universidade Estadual do Piauí, promovido pelo grupo Matizes, será realizada uma palestra: “Morra para se libertar: Estigmatização e Violência contra Travestis”, em que serão debatidos temas sobre os direitos, estigmatizações e violência contra travestis, ministrada pela Profa. Dra. Valeria Melki Busin, da Universidade do Estado do Mato Grosso (UNEMAT).
Já no dia 12, domingo, no Complexo Turístico da Ponte Estaiada, será realizada a 15° Parada da Diversidade. O evento marca o encerramento da Semana do Orgulho de Ser e terá como atração a banda Cheiro de Amor, direto de Salvador, Bahia.

Para Vitor Kozlowski, vice-presidente do Conselho Municipal LGBT e representante da Articulação Brasileira de Gays (ARTGAY), a Semana do Orgulho de Ser é um evento muito importante. As ações que nelas são realizadas, segundo ele, são determinantes para novos caminhos. “A colocação de recursos públicos para eventos de celebração de visibilidade e o respeito à diferença e à diversidade são importantes, porém, além de ações como essas, a Prefeitura junto com o Conselho LGBT, em parceria com os movimentos sociais, trilham um caminho para que nós tenhamos uma politica pública voltada para essa população organizada. O nosso principal objetivo atualmente é a elaboração e implantação do Plano Municipal LGBT Teresina", afirma Vitor Kozlowski.

É importante ressaltar que Teresina foi a primeira capital do Nordeste a ter um Conselho de Defesa dos Direitos do segmento LGBT, que é paritário, reunindo representantes da sociedade civil e órgãos públicos. O objetivo do Conselho é contribuir, acompanhar e fiscalizar políticas relativas aos direitos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais na cidade de Teresina. 


Brigada Militar autoriza pela primeira vez o uso de farda em casamento gay no RS


Comandante geral da BM, coronel Alfeu Freitas, antecipa que dará aval. PM Miguel Martins, 29 anos, irá casar com modelo Diego Souza, 21 anos.
Publicado em 04/06/16 às 21:44

Do Gay1 
Brigada Militar autoriza uso de farda em primeiro casamento igualitário no RS
Foto: Miguel Martins/Arquivo pessoal
Miguel e Diego vão se casar em dezembro deste ano.
A Brigada Militar antecipa que vai liberar o uso de farda policial ao soldado Miguel Martins, 29 anos, no dia do seu casamento com o modelo Diego Souza, 21 anos. Os dois formalizarão a união em dezembro deste ano, em Uruguaiana, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul.

Para que um PM possa usar farda fora do ambiente militar, é necessária uma autorização. Um requerimento deve ser enviado ao Comando Geral da Brigada Militar para que o aval seja ou não dado. No caso do casamento, que será realizado um clube da cidade, o coronel Alfeu Freitas Moreira não vê impedimento algum. Ele só aguarda o documento para se posicionar favoravelmente.

"De antemão digo que vou ser favorável, não há nada que impeça. É um desejo dele", afirma o coronel.

Antes de chegar ao Comando Geral da Brigada Militar, o uso da farda no casamento precisa ser autorizado pelo 1º Batalhão de Patrulhamento de Áreas de Fronteira (BPAF) - onde o soldado Miguel Martins é lotado -, tenente-coronel Roberto Ortiz, que também já deu parecer favorável ao requerimento.

Depois, a avaliação passa pelo major Luis Flores Tavares, do Comando Regional de Polícia Ostensiva Fronteira Oeste (CRPO-FO). Da mesma forma, a resposta dele é positiva.

Juntos há pouco mais de oito meses, os noivos frequentam eventos da corporação, no quartel e na Associação da Brigada Militar. O soldado diz que nunca sofreu preconceito dos colegas, mas que já leu comentários depreciativos de conhecidos nas redes sociais.

"As críticas, em vez de nos diminuir, nos enfraquecer, nos dão mais vontade ainda, mais força para seguir na nossa decisão", destacou ele. "A gente não está visando chamar atenção, não. Não quero nos aceitem, mas quero que nos respeitem como seres humanos, como casal, como uma família que está se formando", completou o soldado, que atualmente trabalha no policiamento ostensivo nas ruas de Uruguaiana.

O casamento será no dia 23 de dezembro deste ano. Um juiz de paz irá formalizar a união dos noivos em um clube da cidade.

“Não estou denegrindo a imagem da Brigada Militar. Pelo contrário, quero mostrar que a Brigada Militar respeita os direitos dos cidadãos e dos membros da corporação”, sustenta Miguel Martins.

Fonte: Gay1

Léo Áquilla e Chico Campadello se casam em SP: "Nunca duvide do amor" 44



Léo Áquilla e Chico Campadello trocaram votos e alianças na noite desta quarta-feira (8) em São Paulo. Avaliadas em um total de R$ 700 mil reais, a cerimônia e a festa fizeram jus ao valor empregado pelo luxo em toda organização – desde almofadas com as iniciais dos noivos até uma bailarina clássica dançando na hora da entrega das alianças.
Logo na entrada, pelo menos quatro mesas de doces recepcionavam os convidados, cheias de brigadeiros, docinhos, bem-casados, pastéis de leite em pó. Com o vasto cardápio de guloseimas, era fácil esquecer da dieta no meio da semana.
Uma das primeiras convidadas a chegar no local, Sônia Abrão tomou um chá de cadeira, já que a cerimônia começou quase duas horas depois. Sem perder o bom humor, a apresentadora falou sobre sua relação com Léo e Chico.
"A gente tinha um relacionamento de colegas de emissora, mas essa história toda do Chico acabou aproximando a gente a ponto de eu ser convidada de ser madrinha do casamento e eu estou muito feliz porque virou um conto de fadas realmente. Ele sobreviveu, a história deu certo e será um casamento lindo", disse, relembrando que em fevereiro deste ano Campadello ficou entre a vida e a morte após uma embolia pulmonar.
Campadello chegou ao local dirigindo um Maverick vermelho, acompanhado de outros carros antigos e motos. "Estou muito ansioso, estou dizendo que é o grande dia do resto dos meus dias, é muita alegria, coração batendo muito forte, amor a gente não escolhe, a gente retribui e vive. Com certeza sou o homem mais feliz do mundo e vou fazer ela a mulher mais feliz do mundo", disse logo na entrada.
Muito nervosa, Léo se emocionou e entrou no altar cantando a música "I Walk Alone", de Tarja Turunen, com frases como "Eu nunca fui, vá dizer ao mundo que eu ainda estou por aqui, eu não voei, eu estou descendo". O vestido também chamou atenção com muito brilho, em um modelo inspirado no escolhido por Grace Kelly quando largou a carreira de atriz em Hollywood para se casar com o Príncipe de Mônaco Rainier III em 1956.
Após a cerimônia, a jornalista contou o motivo da escolha da canção. "Cantei essa música no ouvido do Chico quando ele estava na UTI e prometi para ele que iria cantar no casamento se ele voltasse. Como ele se curou, esse milagre todo, ensaiei o tempo todo para fazer essa surpresa para ele".
Léo disse ainda que estava se sentindo com a "alma eternamente ajoelhada agradecendo". "A mensagem principal é: nunca duvide do amor e do milagre. Deus existe mesmo e estou vivendo isso".
Espirita kardecista, Léo escolheu o evangelista João Marcelo para abençoar a união. Se antes a cerimônia seria só para amigos, a oportunidade de fazer uma grande festa também virou um momento de debate para Léo por ser a primeira transexual pública a fazer um casamento tão tradicional.
Quando anunciou seu noivado em junho do ano passado, Léo afirmou que se casaria numa cerimônia heterossexual e ela explicou, em entrevista ao UOL no mês passado, que continua com a mesma opinião para as pessoas entenderem o ponto que ela quer chegar.
"Quero provocar uma discussão para que as pessoas percebam que cada um faz da sua vida o que quer, se eu sou hetero, homo, trans não faz diferença para ninguém, o que interessa é dentro da minha casa e sem me importar com o que os outros dizem, dentro de casa nós somos um casal heterossexual", pontua. "Sou homem, ela é uma mulher, eu a vejo como mulher e ela também, a gente entende que um casal homossexual seriam dois homens ou duas mulheres, não é? Não interessa a biologia, interessa o que a gente sente", completou Chico.
Padrinhos famosos
Entre os padrinhos, além de Sônia Abrão, Viviane Araújo, Karina Bacchi, Geraldo Luís e Roberta Portella abençoaram o casal. Geraldo chegou sorridente, mas não quis falar da sua suspensão e renovação de contrato com a Record. "Se for para falar do casamento a gente conversa, de outra coisa não vamos falar hoje".
Viviane Araújo foi acompanhada do noivo Radamés e desconversou ao ser questionada sobre quando subirá ao altar: "A gente pensa, mas não sei quando". Apesar de solícita com todos que pediram fotos e selfies, a atriz parecia estar pouco à vontade com o assédio e ficou sentada a maior parte do tempo na festa.
Depois de mais de duas horas tirando fotos e cumprindo todos os rituais, Léo e Chico se mandaram para a pista de dança. "Hashtag aceita, estou casada", brincou Léo. A lua de mel do casal será em Búzios, no Rio de Janeiro.,

Fonte: http://tvefamosos.uol.com.br/

Em disputa sobre paternidade, lésbica vence homem em tribunal dos EUA


 Ela havia perdido a paternidade para o atual companheiro de sua ex



JOÃO OZÓRIO DE MELO
CONSULTOR JURÍDICO
O casamento entre um homem e uma mulher e entre pessoas do mesmo sexo está cada vez mais parecido, nos EUA, conforme as histórias que desenrolam nos tribunais do país. A união entre duas mulheres, por exemplo, já percorre os mesmos caminhos do casamento tradicional nos tribunais: o casal comparece perante o juiz para se casar e, mais tarde, para se divorciar e discutir a custódia dos filhos.

Só há um fato novo, que diferencia o casamento tradicional do casamento entre lésbicas: a mulher tem de buscar seu direito à “paternidade”, quando necessário. Até agora, o termo “maternidade” só aparece na legislação americana para fins trabalhistas, quando se refere à licença-maternidade.

No último capítulo de uma dessas histórias judiciais, em New Hampshire, uma homossexual perdeu seu direito à “paternidade” para o atual marido de sua ex-parceira em um tribunal, mas a recuperou na corte superior do estado.

De acordo com a decisão do tribunal superior, a lei de New Hampshire estabelece que “um homem é presumidamente o pai de uma criança se: (...) a criança, que ainda não atingiu a maioridade, é recebida por ele em sua casa e é considerada por ele como seu(sua) filho(a)”.

O tribunal decidiu, por unanimidade, que essa presunção de paternidade se estende a pais do mesmo sexo, mesmo que os “pais” sejam mulheres, pois “pai” + “mãe” = “pais”, na matemática do idioma. O Direito, diz a decisão, inclui um “pai” — mesmo que mulher — sem qualquer ligação biológica com a criança. E mesmo que a mulher, no caso, nunca tenha sido casada legalmente com sua parceira.

Segundo os autos, Susan B e Melissa D viveram juntas desde 1997. Em 1998, celebraram uma cerimônia de compromisso, pois o casamento entre pessoas do mesmo sexo ainda não era legalizado em New Hampshire à época, e decidiram construir uma família. Em 2002, Melissa teve Madelyn, que foi registrada como filha das duas mulheres. O nome de Susan, então apontada como guardiã, está nos documentos do jardim de infância e nos registros médicos da menina.

Susan montou um berçário na casa que ela e Melissa compraram juntas e estava na sala durante o parto de Madelyn. Quando a menina cresceu, Melissa se tornou a “mommy” e Susan a “momma”. “Amei Maddie como minha filha, a criei como minha filha e sempre a vi como minha filha”, ela escreveu em sua petição à corte.

 



Madelyn tinha seis anos quando o casal terminou o casamento. Logo a seguir, Melissa se casou com um homem, que passou a tratar Madelyn como filha. No ano passado, Melissa moveu uma ação judicial para extinguir a guarda de Susan, para que seu marido pudesse adotar Madelyn como filha, oficialmente. Ela alegou que Madelyn não queria mais ver Susan e parou de descontar os cheques que a ex-parceira enviava mensalmente, como pensão alimentícia.

Na Vara de Família, o juiz determinou que Susan não tinha direito de paternidade sobre Madelyn e rejeitou a petição de Susan pelo reconhecimento da paternidade. Mas o tribunal superior de New Hampshire anulou a decisão este mês, e confirmou o direito de Susan à “paternidade”.

“Dois adultos, Melissa e Susan, intencionalmente trouxeram Madelyn ao mundo e a tiveram como a filha do casal. Não podemos ler a lei tão estreitamente, ao ponto de negar a Madelyn a legitimidade de sua paternidade — nem seu direito a suporte — de suas duas mães”, escreveu o ministro Gary Hicks, em nome de um painel de cinco ministros do tribunal superior do estado. “Observamos que a intenção do marido de Melissa de adotar Madelyn não altera nossa visão”, acrescentou.

De acordo com a decisão, presunções de paternidade atribuem grande peso ao relacionamento familiar desenvolvido entre um pai e uma criança, após anos de convivência. “Em um caso diferente, rejeitamos a alegação de um demandado, a mãe biológica da criança, de que o demandante não poderia ser um ‘pai’, segundo a lei, porque ele não atendia à definição do dicionário de que pai “é alguém que gera ou produz a prole”, escreveu o ministro.

Fonte: Midía Jur



 
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