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Paradas do Orgulho Gay na Europa prestam homenagem às vítimas de Orlando


20/06/2016:

Comunidade LGBT da Áustria, Itália, Portugal, Bulgária e Lituânia faz homenagem em paradas de orgulho LGBT homenageando as vítimas de ataque homofóbico em boate de Orlando



Parada do Orgulho Gay em Lisboa. Cartaz preto com fotos das vítimas abriu a marcha (foto: AFP PHOTO / PATRICIA DE MELO MOREIRA)
Milhares de pessoas foram às ruas, neste sábado (18), celebrar a Parada do Orgulho Gay em vários países europeus, uma homenagem às 49 vítimas do massacre na cidade de Orlando, nos EUA, no domingo passado (12). A comunidade LGBT reuniu uma multidão na Áustria, na Itália, em Portugal, na Bulgária e na Lituânia. 
O maior desfile foi em Viena, onde a marcha do arco-íris reuniu mais de 100.000 pessoas - segundo os organizadores. Os participantes fizeram um minuto de silêncio durante a festa, que acontece todos os anos em clima de alegria.

À frente da Parada, um cortejo de pessoas vestidas de preto arrastava um carro inexistente, a "carroça-fantasma", que representou "as lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros e pessoas intersexuais, que perderam sua vida em Orlando", explicaram os organizadores.

Para Lui Fidelsberger, codiretor da organização Iniciativa Homossexual, a entidade gay mais antiga da Áustria, sair às ruas é a melhor resposta ao medo. "É muito importante que não nos deixemos assustar, ou intimidar", disse Fidelsberger, acrescentando que "a resposta deve ser mais visibilidade e orgulho". "Tudo isso, apesar da grande tristeza", reconheceu.

Depois do atentado de Orlando, as medidas de segurança foram reforçadas, com centenas de agentes mobilizados para acompanhar o evento, informou à AFP o porta-voz da Polícia, Roman Hahslinger.

"Vamos sobreviver!"


Na Itália, milhares de pessoas participaram da Parada do Orgulho Gay em Florença, Gênova, Treviso, Varese e Palermo. A celebração em Roma aconteceu em 11 de junho, pouco antes do tiroteio na boate gay Pulse, em Orlando. A expectativa é que a maior festa aconteça em Milão, em 25 de junho.

Em Gênova, o primeiro carro do desfile portava uma bandeira do arco-íris com uma faixa preta e com a mensagem "We are Orlando" ("Nós somos Orlando").

Em Palermo, fez-se um minuto de silêncio em memória das vítimas. O coordenador da Parada, Massimo Milani, desfilou com um vestido de noiva branco manchado de sangue, mas com o lema "We will survive!" ("Vamos sobreviver!").

Na cidade siciliana, os organizadores escolheram "Migrar é humano" como lema da marcha, em apoio aos milhares de imigrantes que chegam à ilha todo mês. Muitos deles são obrigados a fugir de seus países devido à sua orientação sexual.

Em Lisboa, um cartaz preto com fotos das vítimas abriu a Marcha. "O [atentado] de Orlando prova que a comunidade LGBT é vítima da violência e da discriminação. A primeira reação automática é o medo, mas depois vêm a unidade e o desejo de combater o ódio", defendeu Ana Aresta, uma das organizadoras.

Em Vilnius, na Lituânia, cerca de 2.000 pessoas se reuniram, enquanto em Sófia, capital búlgara, 1.000 manifestantes ficaram um minuto em silêncio, agitando bandeirinhas com a mensagem #WeAreOrlando.

http://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2016/06/18/interna_internacional,774235/europa-celebra-parada-do-orgulho-gay-em-homenagem-as-vitimas-de-orland.shtml

Parada de Brasília fará seminário na OAB-DF na sexta 24

Em evento, será apresentada pesquisa sobre discriminação contra LGBT
Antes da 19ª Parada do Orgulho LGBTS de Brasília, no domingo 26, um momento para o debate. Será realizado na sexta 24, a partir de 18h30, na sede da OAB-DF, o Seminário Regulamentação da Lei 2.615: a cidadania LGBT não pode esperar mais.
A norma, que pune a discriminação por orientação sexual no DF, foi aprovada em 2000 e espera há 16 anos para ser regulamentada, ou seja, ter parâmetros e detalhes para sua aplicação. A responsabilidade para tal é do governador Rodrigo Rollemberg (PSB).
Haverá duas mesas. Na primeira, será apresentada pesquisa sobre discriminação contra LGBT. O levamento é realizado pela própria Associação da Parada do Orgulho LGBTS  de Brasília. Na segunda, o foco é como pressionar o governo local para regulamentar a lei. A OAB-DF fica na 516 Norte, Bloco B.
Fonte: Paratudo

10 curiosidades sobre a Parada Gay


2. As autoridades da cidade costumavam realizar batidas constantes a estabelecimentos do tipo, proibidos na década de 1960.1. A organização de passeatas contra a discriminação e em defesa dos direitos de lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros teve início após um incidente entre a polícia de Nova York e os frequentadores de um bar homossexual.  
3. Em 28 de junho de 1969, o alvo da vez foi o "Stonewall Inn". Ao contrário do que ocorria normalmente, uma mulher decidiu resistir à ação e ganhou o apoio de quem estava presente no lugar naquela noite. O grupo liderou uma série de manifestações, que se prolongaram pelos três dias seguintes e mobilizaram diversas pessoas.
4. Em 1970, a comunidade GLBT resolveu organizar uma marcha em comemoração ao aniversário do caso "Stonewall Inn", iniciativa que passou a se repetir todos os anos e ser copiada em outros países. 
5. A parada do gênero mais tradicional no Brasil é a de São Paulo. Ela começou em 1996 como um ato público que reuniu cerca de 300 pessoas na Praça Rooselvet.
6. Em 1997, a manifestação se transformou em passeata com a presença de trios elétricos e carros alegóricos, reunindo duas mil pessoas.
7. A partir de 2004, se transformou na maior parada GLBT do mundo, ao mobilizar 1,8 milhões de participantes (segundo dados da Associação do Orgulho GLBT de São Paulo, responsável pela organização). Deixou para trás a de São Francisco (Estados Unidos), a de Toronto (Canadá) e a de Sidney (Austrália).
8. O Brasil tem cerca de 18 milhões de gays (10% de toda a população). Só em São Paulo, vivem 40% dos gays brasileiros. No Rio de Janeiro, estão outros 14%, em Minas Gerais, 8% e no Rio Grande do Sul, outros 8%. O público gay consome 30% a mais do que os heterossexuais. Deles, 47% são da classe B, 36% da classe A e 16% da classe C. Além disso, 57% têm nível superior, 40% têm ensino médio e 3% completaram apenas o ensino fundamental. Os dados são do Instituto de Pesquisa e Cultura GLS.
9. Na Parada Gay, o gênero musical predominante é o pop eletrônico. Os artistas preferidos do público gay são Donna Summer, Depechee Mode e Madonna.
10. A Parada Gay brasileira mais violenta da história aconteceu em 2009. Além de brigas e confusões, ocorreu a explosão de uma bomba caseira no Largo do Arouche, que deixou ao menos 20 pessoas feridas.



Parada LGBT movimenta economia do turismo em São Paulo


05/05/2014:
 
Segmento acrescentou cerca de R$ 60 milhões na economia da cidade no ano passado e R$ 3,2 milhões nos dias do evento.
 
por Portal Brasil
 
A 18ª edição da Parada LGTB de São Paulo, que acontece neste domingo (4), deve reunir milhares de pessoas na Avenida Paulista e região, em um dos eventos que mais movimenta público na capital paulista. O segmento tem o apoio do Ministério do Turismo e vem se destacando pelo crescimento: em média 20% ao ano.
 
De acordo com a Associação Internacional de Viagens GLS, todos os anos acontecem 250 paradas do orgulho gay pelo mundo, além de 300 eventos e debates sobre o tema. O Brasil é também um dos dez melhores destinos para o público gay, segundo levantamento do site GayDar.
 
A parada gay foi o segundo evento com maior público em São Paulo no ano passado, com 3,3 milhões de pessoas, muitas delas vindas de outras regiões do país e até do exterior. Ficou atrás apenas da Virada Cultural, que reuniu quatro milhões pessoas em diversas programações pela cidade paulistana.
 
A movimentação promovida na cidade pelo segmento gerou um impacto de R$ 59,5 milhões na economia, sendo R$ 3,2 milhões só nos dias da parada do orgulho gay em 2013, segundo a São Paulo Turismo (SPTuris). Em uma pesquisa sobre o segmento realizada pelo Observatório do Turismo de São Paulo, existem cerca de 80 estabelecimentos voltados exclusivamente para o público LGTB na cidade, entre eles casas noturnas, bares e restaurantes. Durante os dias que antecedem e se seguem à Parada Gay, o número de pessoas nestes estabelecimentos chega a dobrar, somando cerca de 95 mil pessoas.
 
Outro estudo feito em 2012 pela SPTuris sobre a Parada Gay apontou para o fato de que quase 40% do público participante é turista, sendo que 97,4% são turistas domésticos e 2,6% estrangeiros. Argentina, Estados Unidos, Peru e Holanda são os países predominantes entre os visitante estrangeiros. Cerca de 53,3% dos visitantes da Parada Gay são homens e metade do público total possui uma renda até cinco salários mínimos. Estes turistas ainda passaram uma média de quatro dias na cidade e tiveram um gasto de cerca de R$ 827,61 no período.
 
 

Parada Gay mistura festa e demanda contra homofobia



 


Agência Estado

Publicação: 05/05/2014 08:49 Atualização:

 
São Paulo, 05 - A Parada Gay de São Paulo trouxe ontem, em sua 18ª edição, a mistura da crescente responsabilidade política, com cobranças pela criminalização da homofobia, e as raízes de festa, marcada por fantasias e performances artísticas. Segundo a Polícia Militar, cerca de 100 mil pessoas foram à Avenida Paulista. Já os organizadores estimam entre 3 e 4 milhões.

O dia de festa, no entanto, terminou em desentendimento entre a organização e a Prefeitura sobre a coordenação do show de encerramento, na Praça da República.


Nas cerimônias que antecederam a festa na manhã deste domingo, 4, o presidente da Associação da Parada do Orgulho GLBT, Fernando Quaresma, reivindicou a criminalização da homofobia e a aprovação da Lei de Identidade de Gêneros, que facilita cirurgia e mudança de registro civil para transexuais.


O governador Geraldo Alckmin (PSDB) ainda anunciou ontem que o Casarão Franco de Mello, no número 1.919 da Avenida Paulista, abrigará o Museu da Diversidade, hoje em um espaço expositivo na Estação República do Metrô. "Ela vai ser todinha restaurada." Alckmin não deu prazo para a abertura do imóvel, que não foi desapropriado pelo governo. O prefeito Fernando Haddad (PT) e a ministra Ideli Salvatti, da Secretaria de Direitos Humanos, também participaram do evento.


Mobilização


Em ano eleitoral, representantes de partidos políticos aproveitaram a festa para distribuir santinhos de apoio à causa LGBT. Um boneco inflável do deputado Marco Feliciano (PSC-SP), que presidiu em 2013 a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara sob críticas de movimentos sociais, foi visto entre a multidão.


A impressão era de que o público recuou em relação aos últimos anos. "Antecipamos em um mês por causa da Copa e estávamos incertos em relação ao público", disse Marcos Freire, um dos diretores do evento. "Mas não temos essa preocupação numérica. O importante é que as pessoas estejam na rua."


"Estava bem mais cheio nos anos anteriores", reconheceu o garçom Marcos Queiroz, de 32 anos, que foi à festa na Paulista pela oitava vez.


Mesmo sem falar o idioma da maioria, o escocês Neil Christensen, de 37 anos, curtiu a festa. "Viajei só pela parada e é muito animada. Gostaria de vir outra vez", disse ele, acompanhado de brasileiros e estrangeiros.


Encerramento


No fim do dia, participantes se concentraram na Praça da República para os shows de encerramento. A principal atração foi a cantora Wanessa Camargo.


No entanto, os organizadores reclamaram da estrutura organizada pela Prefeitura. "Não conseguimos nem acompanhar o show da Wanessa, porque os seguranças nos impediram de entrar na área na frente do palco", disse o presidente da associação.


"Faltavam várias coisas, como telão. Os seguranças eram despreparados, alguns até bêbados. No camarote, de 600 convites, recebemos só 170", afirmou Quaresma, que também criticou a cantora por cancelar uma entrevista coletiva ao fim do evento.


O coordenador de políticas LGBT da Secretaria de Direitos Humanos, Alessandro Melchior, nega. "Fizemos um acordo sobre as cores de pulseirinhas que seriam liberadas no backstage e eles não obedeceram. Muita gente tentou entrar sem pulseira e nossos seguranças estavam barrando. Mas nossos seguranças acabaram sendo constrangidos a liberar muita gente, o que gerou vários problemas de segurança na área do palco", disse Melchior. "A Prefeitura paga dois terços desse evento e nem subiu no palco."


As informações são do jornal


O Estado de S. Paulo.

Participando da Parada Gay de São Paulo, integrantes do grupo Mães Pela Igualdade pediram criminalização da homofobia

Uniformizado, organizado e cheio de orgulho. Assim era o grupo das Mães pela Igualdade na Parada Gay de São Paulo no início da tarde deste domingo (04). De camiseta preta e segurando corações de papel, mães, pais e filhos estavam lá para serem vistos e também para fazer pressão pela criminalização da homofobia.


O grupo aponta os dados do Grupo Gay da Bahia para defender uma legislação neste sentido. Segundo dados da ONG LGBT, os assassinatos de gays pelo Brasil foram 320 no ano passado e estão 120 até agora em 2014. Estes números deixam o Brasil na triste estatística do campeão mundial de crimes de ódio.

Alguns pais e mães estavam com seus filhos, outros sozinhos, como foi o caso do carioca Paulo Próspero, que desfilava ao lado da namorada, Rosângela. "Meu filho é um garoto sensacional, Paulo Victor, de 21 anos. Ele é corretor de imóveis e estava de plantão hoje", justificou Paulo.


Edu Cesar
Maju Giorgi, do grupo Mães Pela Igualdade


“Sou um pai no grupo de mães porque quero trabalhar para que as famílias se conscientizem da naturalidade do sentimento, para promover a compreensão e o respeito", argumentou Paulo, explicando a sua a presença no evento.

Acompanhadas da nora, Jessica Cassiano, 26, Maria José tinha bem claro o seu objetivo. “Sou da comissão da diversidade na OAB e estou aqui para realmente forçar a criação da lei que criminaliza a homofobia. Quero que a igualdade prevaleça”, defendeu Maria.
Sem sua mãe, que estava viajando, Jessica disse se sentir honrada pela presença das outras mães na parada.

Mãe e filha, Lili e Thayse (24) fizeram juntas a sua estreia na parada. “Sozinha eu não viria, não gosto de multidões, mas vim fazer companhia para a minha mãe”, revelou a segunda.
Lili contou que se sente mais forte desde que aderiu pela internet ao grupo Mães pela Igualdade. “Acho que nossa disponibilidade de vir e apoiar pode fazer com que outras mães saiam do armário. Sim, porque não são sós os filhos que têm de se assumir, as mães têm também, e nem sempre é fácil”, reconheceu ela.

“Quando soube que minha filha era lésbica, quando a forcei a me contar aos 14 anos, demorei um ano para aceitar. Peguei no pé dela. Depois comecei a ler muito, me informar. Até hoje eu pergunto pra ela se a maltratei muito naquele período, mas sempre disse que a amaria de qualquer maneira”, admite a mãe.

Adriana e Fernando, 21, eram outra dupla de mãe e filho na parada. “É minha primeira vez, estou maravilhada”, disse Adriana. “Sou de São Jose dos Campos e depois que entrei no grupo me sinto mais forte para entrar nessa briga na minha cidade”, constatou Adriana
Uma das líderes do Mães Pela Igualdade e colunista do iGay, Maju Giorgi estava acompanhada de seu filho, o fotografo do André Giorgi.
Maju falou empolgada do sucesso do almoço que reuniu 70 mães de todo o Brasil em um restaurante da Zona Sul de São Paulo, no último sábado (03). “Hoje aqui na parada somos umas 30”, contabilizou a ativista.


Fonte: IGAY 


PARADA GAY: 18ª Parada Gay lota Paulista e centro sem ocorrências graves

Evento defendeu a politização das questões gays e reuniu adolescentes, famílias com crianças e políticos; balanço divulgado às 23 horas, quando ruas estavam quase vazias, apontava apenas casos de pequenos furtos 


4.mai.2014 por Luisa Coelho e Luan Freires

A 18ª edição da Parada do Orgulho LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) reuniu milhares de paulistanos e turistas, que lotaram a Avenida Paulista e o centro da cidade.


A Polícia Militar estimou que o evento chegou a ter cerca de 100 000 pessoas ao mesmo tempo, mas os cálculos são sempre controversos.


O evento aconteceu sem registro de ocorrências graves. Segundo a Polícia Militar, a grande maioria dos atendimentos foi de casos por embriaguez. Balanço divulgado às 23 horas pelo 4º Distrito Policial da Consolação apontava dezesseis casos de "pequenos furtos".


Os catorze carros de som saíram da altura do número 900, em frente ao Teatro Gazeta, na Avenida Paulista, por volta das 13 horas. Eles estavam concentrados ali desde as 10 horas.


Ao final do desfile, parte da multidão se concentrou à Praça da República, onde começou pontualmente, às 19 horas, show com o cantor Pedro Lima, revelado no programa The Voice Brasil, da TV Globo. Wanessa Camargo subiu ao palco por volta das 20h30. O som estava relativamente baixo e mal dava para entender as canções ao final da plateia, o que aliviava o possível incômodo da vizinhança.




Neste ano, o tema foi a politização das discussões da causa gay. "País vencedor é país sem homolesbotransfobia", dizia o slogan do encontro, com referência ao ano de Copa do Mundo. Muitos dos participantes levaram cartazes pedindo o fim do preconceito e leis que favoreçam os casais homossexuais e a mudança de gênero. Um boneco parecido com o deputado Marco Feliciano, do PSC, ironizava o parlamentar, tido como homofóbico por grande parte do movimento, e trazia os dizeres: "Fora, Feliciano". Políticos como o senador Eduardo Suplicy e o pré-candidato ao governo paulista Alexandre Padilha, ambos do PT, surgiram no alto de carros de som.


Apesar do clima geral de balada, com público predominantemente jovem, muitas famílias com crianças foram ao evento.


Nos quatro postos de atendimento médico, a grande maioria dos casos era de embriaguez. Um participante apareceu com ferimento na cabeça depois que o namorado lhe desferiu uma garrafada, em uma briga por ciúmes. Uma senhora também passou por lá após ser atingida por um estilhaço de vidro no meio da multidão.


Mais cedo, durante a coletiva de imprensa sobre o evento, o governador Geraldo Alckmin anunciou a instalação do Museu da Diversidade Sexual na Avenida Paulista, no casarão do número 1919. Hoje, o museu fica na Rua do Arouche, na República.


                                                  Casarão na Avenida Paulista: futuro Museu da Diversidade Sexual 
Casarão na Avenida Paulista: futuro Museu da Diversidade Sexual
(Foto:Reprodução)

O prefeito Fernando Haddad também estava na ocasião e afirmou que realizar a parada é "obrigação" da cidade. Segundo ele, o evento movimenta 212 milhões de reais para São Paulo.



Realizada sempre no feriado de Corpus Christi, a Parada do Orgulho LGBT alterou as datas neste ano e antecipou seu desfile para maio com o objetivo de não coincidir com a Copa do Mundo, entre 12 de junho e 13 de julho. O tema da 18ª edição do evento é a criminalização da homofobia.


                                A Avenida Paulista por volta do meio-dia: já lotada para a edição 2014 da Parada Gay
A Avenida Paulista por volta do meio-dia: já lotada para a edição 2014 da Parada Gay
(Foto:Amauri Nehn/Brazil Photo Press/Folhapress)

No ano passado, os números de participantes da parada foram controversos. Segundo a PM, 1,5 milhão de ativistas foram à Avenida Paulista. Para o Instituto Datafolha, no entanto, eram 220 000 pessoas. Por causa dessa disparidade, a organização não informa mais a previsão de público.


Segundo a Associação Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, responsável pela organização da festa, o custo total deve ficar em torno de 3 milhões de reais. A prefeitura, por meio da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania, investiu 2 milhões de reais. Caixa Econômica Federal, Petrobras, Netflix e Governo Federal também foram patrocinadores.


Em 2014,Parada do Orgulho LGBT em São Pauloserá realizada no dia 4 de maio



07/04/2014: lteração foi decidida nesta terça-feira, por conta do calendário da Copa do Mundo, que prevê a realização de jogos na cidade no mesmo período da data original da Parada. Realizada anualmente em concomitância ao feriado de Corpus Christi, a 18ª Parada do Orgulho Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais (LGBT) terá sua data alterada para o dia 4 de maio, em 2014. A mudança se deve ao calendário da Copa do Mundo do próximo ano, que prevê a realização de jogos na cidade de São Paulo no mesmo período da data original da Parada. A decisão foi tomada em comum acordo na tarde desta terça-feira (23), entre a vice-prefeita da cidade, Nádia Campeão, o secretário municipal de Direitos Humanos e Cidadania, Rogério Sottili, o coordenador de Políticas para LGBT da SMDHC, Julian Rodrigues, e o presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, Fernando Quaresma. O objetivo da mudança é não prejudicar a realização do evento, um dos mais importantes da capital paulista e uma das maiores paradas LGBT do mundo, garantindo assim a segurança do público e evitando a dificuldade dos participantes em conseguir reservas nos hotéis da cidade. “A Parada durante a Copa ficaria ruim por questões de logística”, ponderou Fernando Quaresma. Em concordância, a vice-prefeita Nádia Campeão reconheceu a grandeza do evento, manifestando sua posição favorável na alteração da data. “Da nossa parte, dia 4 de maio está ótimo”, disse. O secretário Rogério Sottili destacou as vantagens de a alteração ter sido feita nesta terça, garantindo a agilidade na divulgação do evento. “Temos o compromisso de apoiar essa importante manifestação e avançar na garantia dos direitos e da cidadania dessa população”, afirmou. No encontro, também ficou definido que a tradicional feira que antecede a Parada será realizada dia 1º de maio e a Caminhada Lésbica, no dia 3 de maio.

Fonte: AthosGls





 
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