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Parada de Brasília fará seminário na OAB-DF na sexta 24

Em evento, será apresentada pesquisa sobre discriminação contra LGBT
Antes da 19ª Parada do Orgulho LGBTS de Brasília, no domingo 26, um momento para o debate. Será realizado na sexta 24, a partir de 18h30, na sede da OAB-DF, o Seminário Regulamentação da Lei 2.615: a cidadania LGBT não pode esperar mais.
A norma, que pune a discriminação por orientação sexual no DF, foi aprovada em 2000 e espera há 16 anos para ser regulamentada, ou seja, ter parâmetros e detalhes para sua aplicação. A responsabilidade para tal é do governador Rodrigo Rollemberg (PSB).
Haverá duas mesas. Na primeira, será apresentada pesquisa sobre discriminação contra LGBT. O levamento é realizado pela própria Associação da Parada do Orgulho LGBTS  de Brasília. Na segunda, o foco é como pressionar o governo local para regulamentar a lei. A OAB-DF fica na 516 Norte, Bloco B.
Fonte: Paratudo

Parada LGBT movimenta economia do turismo em São Paulo


05/05/2014:
 
Segmento acrescentou cerca de R$ 60 milhões na economia da cidade no ano passado e R$ 3,2 milhões nos dias do evento.
 
por Portal Brasil
 
A 18ª edição da Parada LGTB de São Paulo, que acontece neste domingo (4), deve reunir milhares de pessoas na Avenida Paulista e região, em um dos eventos que mais movimenta público na capital paulista. O segmento tem o apoio do Ministério do Turismo e vem se destacando pelo crescimento: em média 20% ao ano.
 
De acordo com a Associação Internacional de Viagens GLS, todos os anos acontecem 250 paradas do orgulho gay pelo mundo, além de 300 eventos e debates sobre o tema. O Brasil é também um dos dez melhores destinos para o público gay, segundo levantamento do site GayDar.
 
A parada gay foi o segundo evento com maior público em São Paulo no ano passado, com 3,3 milhões de pessoas, muitas delas vindas de outras regiões do país e até do exterior. Ficou atrás apenas da Virada Cultural, que reuniu quatro milhões pessoas em diversas programações pela cidade paulistana.
 
A movimentação promovida na cidade pelo segmento gerou um impacto de R$ 59,5 milhões na economia, sendo R$ 3,2 milhões só nos dias da parada do orgulho gay em 2013, segundo a São Paulo Turismo (SPTuris). Em uma pesquisa sobre o segmento realizada pelo Observatório do Turismo de São Paulo, existem cerca de 80 estabelecimentos voltados exclusivamente para o público LGTB na cidade, entre eles casas noturnas, bares e restaurantes. Durante os dias que antecedem e se seguem à Parada Gay, o número de pessoas nestes estabelecimentos chega a dobrar, somando cerca de 95 mil pessoas.
 
Outro estudo feito em 2012 pela SPTuris sobre a Parada Gay apontou para o fato de que quase 40% do público participante é turista, sendo que 97,4% são turistas domésticos e 2,6% estrangeiros. Argentina, Estados Unidos, Peru e Holanda são os países predominantes entre os visitante estrangeiros. Cerca de 53,3% dos visitantes da Parada Gay são homens e metade do público total possui uma renda até cinco salários mínimos. Estes turistas ainda passaram uma média de quatro dias na cidade e tiveram um gasto de cerca de R$ 827,61 no período.
 
 

Parada Gay mistura festa e demanda contra homofobia



 


Agência Estado

Publicação: 05/05/2014 08:49 Atualização:

 
São Paulo, 05 - A Parada Gay de São Paulo trouxe ontem, em sua 18ª edição, a mistura da crescente responsabilidade política, com cobranças pela criminalização da homofobia, e as raízes de festa, marcada por fantasias e performances artísticas. Segundo a Polícia Militar, cerca de 100 mil pessoas foram à Avenida Paulista. Já os organizadores estimam entre 3 e 4 milhões.

O dia de festa, no entanto, terminou em desentendimento entre a organização e a Prefeitura sobre a coordenação do show de encerramento, na Praça da República.


Nas cerimônias que antecederam a festa na manhã deste domingo, 4, o presidente da Associação da Parada do Orgulho GLBT, Fernando Quaresma, reivindicou a criminalização da homofobia e a aprovação da Lei de Identidade de Gêneros, que facilita cirurgia e mudança de registro civil para transexuais.


O governador Geraldo Alckmin (PSDB) ainda anunciou ontem que o Casarão Franco de Mello, no número 1.919 da Avenida Paulista, abrigará o Museu da Diversidade, hoje em um espaço expositivo na Estação República do Metrô. "Ela vai ser todinha restaurada." Alckmin não deu prazo para a abertura do imóvel, que não foi desapropriado pelo governo. O prefeito Fernando Haddad (PT) e a ministra Ideli Salvatti, da Secretaria de Direitos Humanos, também participaram do evento.


Mobilização


Em ano eleitoral, representantes de partidos políticos aproveitaram a festa para distribuir santinhos de apoio à causa LGBT. Um boneco inflável do deputado Marco Feliciano (PSC-SP), que presidiu em 2013 a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara sob críticas de movimentos sociais, foi visto entre a multidão.


A impressão era de que o público recuou em relação aos últimos anos. "Antecipamos em um mês por causa da Copa e estávamos incertos em relação ao público", disse Marcos Freire, um dos diretores do evento. "Mas não temos essa preocupação numérica. O importante é que as pessoas estejam na rua."


"Estava bem mais cheio nos anos anteriores", reconheceu o garçom Marcos Queiroz, de 32 anos, que foi à festa na Paulista pela oitava vez.


Mesmo sem falar o idioma da maioria, o escocês Neil Christensen, de 37 anos, curtiu a festa. "Viajei só pela parada e é muito animada. Gostaria de vir outra vez", disse ele, acompanhado de brasileiros e estrangeiros.


Encerramento


No fim do dia, participantes se concentraram na Praça da República para os shows de encerramento. A principal atração foi a cantora Wanessa Camargo.


No entanto, os organizadores reclamaram da estrutura organizada pela Prefeitura. "Não conseguimos nem acompanhar o show da Wanessa, porque os seguranças nos impediram de entrar na área na frente do palco", disse o presidente da associação.


"Faltavam várias coisas, como telão. Os seguranças eram despreparados, alguns até bêbados. No camarote, de 600 convites, recebemos só 170", afirmou Quaresma, que também criticou a cantora por cancelar uma entrevista coletiva ao fim do evento.


O coordenador de políticas LGBT da Secretaria de Direitos Humanos, Alessandro Melchior, nega. "Fizemos um acordo sobre as cores de pulseirinhas que seriam liberadas no backstage e eles não obedeceram. Muita gente tentou entrar sem pulseira e nossos seguranças estavam barrando. Mas nossos seguranças acabaram sendo constrangidos a liberar muita gente, o que gerou vários problemas de segurança na área do palco", disse Melchior. "A Prefeitura paga dois terços desse evento e nem subiu no palco."


As informações são do jornal


O Estado de S. Paulo.

Participando da Parada Gay de São Paulo, integrantes do grupo Mães Pela Igualdade pediram criminalização da homofobia

Uniformizado, organizado e cheio de orgulho. Assim era o grupo das Mães pela Igualdade na Parada Gay de São Paulo no início da tarde deste domingo (04). De camiseta preta e segurando corações de papel, mães, pais e filhos estavam lá para serem vistos e também para fazer pressão pela criminalização da homofobia.


O grupo aponta os dados do Grupo Gay da Bahia para defender uma legislação neste sentido. Segundo dados da ONG LGBT, os assassinatos de gays pelo Brasil foram 320 no ano passado e estão 120 até agora em 2014. Estes números deixam o Brasil na triste estatística do campeão mundial de crimes de ódio.

Alguns pais e mães estavam com seus filhos, outros sozinhos, como foi o caso do carioca Paulo Próspero, que desfilava ao lado da namorada, Rosângela. "Meu filho é um garoto sensacional, Paulo Victor, de 21 anos. Ele é corretor de imóveis e estava de plantão hoje", justificou Paulo.


Edu Cesar
Maju Giorgi, do grupo Mães Pela Igualdade


“Sou um pai no grupo de mães porque quero trabalhar para que as famílias se conscientizem da naturalidade do sentimento, para promover a compreensão e o respeito", argumentou Paulo, explicando a sua a presença no evento.

Acompanhadas da nora, Jessica Cassiano, 26, Maria José tinha bem claro o seu objetivo. “Sou da comissão da diversidade na OAB e estou aqui para realmente forçar a criação da lei que criminaliza a homofobia. Quero que a igualdade prevaleça”, defendeu Maria.
Sem sua mãe, que estava viajando, Jessica disse se sentir honrada pela presença das outras mães na parada.

Mãe e filha, Lili e Thayse (24) fizeram juntas a sua estreia na parada. “Sozinha eu não viria, não gosto de multidões, mas vim fazer companhia para a minha mãe”, revelou a segunda.
Lili contou que se sente mais forte desde que aderiu pela internet ao grupo Mães pela Igualdade. “Acho que nossa disponibilidade de vir e apoiar pode fazer com que outras mães saiam do armário. Sim, porque não são sós os filhos que têm de se assumir, as mães têm também, e nem sempre é fácil”, reconheceu ela.

“Quando soube que minha filha era lésbica, quando a forcei a me contar aos 14 anos, demorei um ano para aceitar. Peguei no pé dela. Depois comecei a ler muito, me informar. Até hoje eu pergunto pra ela se a maltratei muito naquele período, mas sempre disse que a amaria de qualquer maneira”, admite a mãe.

Adriana e Fernando, 21, eram outra dupla de mãe e filho na parada. “É minha primeira vez, estou maravilhada”, disse Adriana. “Sou de São Jose dos Campos e depois que entrei no grupo me sinto mais forte para entrar nessa briga na minha cidade”, constatou Adriana
Uma das líderes do Mães Pela Igualdade e colunista do iGay, Maju Giorgi estava acompanhada de seu filho, o fotografo do André Giorgi.
Maju falou empolgada do sucesso do almoço que reuniu 70 mães de todo o Brasil em um restaurante da Zona Sul de São Paulo, no último sábado (03). “Hoje aqui na parada somos umas 30”, contabilizou a ativista.


Fonte: IGAY 


PARADA GAY: 18ª Parada Gay lota Paulista e centro sem ocorrências graves

Evento defendeu a politização das questões gays e reuniu adolescentes, famílias com crianças e políticos; balanço divulgado às 23 horas, quando ruas estavam quase vazias, apontava apenas casos de pequenos furtos 


4.mai.2014 por Luisa Coelho e Luan Freires

A 18ª edição da Parada do Orgulho LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) reuniu milhares de paulistanos e turistas, que lotaram a Avenida Paulista e o centro da cidade.


A Polícia Militar estimou que o evento chegou a ter cerca de 100 000 pessoas ao mesmo tempo, mas os cálculos são sempre controversos.


O evento aconteceu sem registro de ocorrências graves. Segundo a Polícia Militar, a grande maioria dos atendimentos foi de casos por embriaguez. Balanço divulgado às 23 horas pelo 4º Distrito Policial da Consolação apontava dezesseis casos de "pequenos furtos".


Os catorze carros de som saíram da altura do número 900, em frente ao Teatro Gazeta, na Avenida Paulista, por volta das 13 horas. Eles estavam concentrados ali desde as 10 horas.


Ao final do desfile, parte da multidão se concentrou à Praça da República, onde começou pontualmente, às 19 horas, show com o cantor Pedro Lima, revelado no programa The Voice Brasil, da TV Globo. Wanessa Camargo subiu ao palco por volta das 20h30. O som estava relativamente baixo e mal dava para entender as canções ao final da plateia, o que aliviava o possível incômodo da vizinhança.




Neste ano, o tema foi a politização das discussões da causa gay. "País vencedor é país sem homolesbotransfobia", dizia o slogan do encontro, com referência ao ano de Copa do Mundo. Muitos dos participantes levaram cartazes pedindo o fim do preconceito e leis que favoreçam os casais homossexuais e a mudança de gênero. Um boneco parecido com o deputado Marco Feliciano, do PSC, ironizava o parlamentar, tido como homofóbico por grande parte do movimento, e trazia os dizeres: "Fora, Feliciano". Políticos como o senador Eduardo Suplicy e o pré-candidato ao governo paulista Alexandre Padilha, ambos do PT, surgiram no alto de carros de som.


Apesar do clima geral de balada, com público predominantemente jovem, muitas famílias com crianças foram ao evento.


Nos quatro postos de atendimento médico, a grande maioria dos casos era de embriaguez. Um participante apareceu com ferimento na cabeça depois que o namorado lhe desferiu uma garrafada, em uma briga por ciúmes. Uma senhora também passou por lá após ser atingida por um estilhaço de vidro no meio da multidão.


Mais cedo, durante a coletiva de imprensa sobre o evento, o governador Geraldo Alckmin anunciou a instalação do Museu da Diversidade Sexual na Avenida Paulista, no casarão do número 1919. Hoje, o museu fica na Rua do Arouche, na República.


                                                  Casarão na Avenida Paulista: futuro Museu da Diversidade Sexual 
Casarão na Avenida Paulista: futuro Museu da Diversidade Sexual
(Foto:Reprodução)

O prefeito Fernando Haddad também estava na ocasião e afirmou que realizar a parada é "obrigação" da cidade. Segundo ele, o evento movimenta 212 milhões de reais para São Paulo.



Realizada sempre no feriado de Corpus Christi, a Parada do Orgulho LGBT alterou as datas neste ano e antecipou seu desfile para maio com o objetivo de não coincidir com a Copa do Mundo, entre 12 de junho e 13 de julho. O tema da 18ª edição do evento é a criminalização da homofobia.


                                A Avenida Paulista por volta do meio-dia: já lotada para a edição 2014 da Parada Gay
A Avenida Paulista por volta do meio-dia: já lotada para a edição 2014 da Parada Gay
(Foto:Amauri Nehn/Brazil Photo Press/Folhapress)

No ano passado, os números de participantes da parada foram controversos. Segundo a PM, 1,5 milhão de ativistas foram à Avenida Paulista. Para o Instituto Datafolha, no entanto, eram 220 000 pessoas. Por causa dessa disparidade, a organização não informa mais a previsão de público.


Segundo a Associação Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, responsável pela organização da festa, o custo total deve ficar em torno de 3 milhões de reais. A prefeitura, por meio da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania, investiu 2 milhões de reais. Caixa Econômica Federal, Petrobras, Netflix e Governo Federal também foram patrocinadores.



 
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