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OMS recomenda antirretrovirais para gays como prevenção ao HIV
Atualizado em 11 de julho, 2014 - 13:05 (Brasília) 16:05 GMT
OMS agora recomenda consumo de antirretrovirais como prevenção ao HIV para certos grupos da população
A Organização Mundial de Saúde
(OMS) recomendou, pela primeira vez, que homens gays ativos tomem
medicamentos antirretrovirais além de usar preservativos para evitar
contaminação pelo HIV.
A organização afirma que o que chama de
"medicamento de profilaxia pré-exposição" pode reduzir a incidência do
HIV entre 20% e 25% globalmente, segundo estimativas.Isto evitaria, segundo os cálculos da OMS, até 1 milhão de novos casos nesse grupo em um período de dez anos.
A entidade diz que esse grupo tem 19 vezes mais chance de contrair o HIV do que a população em geral.
"Taxas de infecção por HIV entre homens que têm relações sexuais com homens continuam altas quase em todos os lugares, e novas opções de prevenção são necessárias com urgência", afirmou a OMS em relatório divulgado nesta sexta-feira.
A OMS define que a "profilaxia pré-exposição é uma forma de as pessoas que não têm HIV, mas que correm o risco de infecção, prevenirem-se tomando uma única pílula (geralmente uma combinação de dois antirretrovirais) todos os dias".
Mas Gottfried Himschall, diretor do departamento de HIV da OMS, ressaltou à agência France Presse que "em um relacionamento estável em que ambos são soronegativos e não há risco, não há motivo algum para ingerir o medicamento".
A OMS também afirmou em sua declaração que grupos importantes - não apenas homens que têm relações sexuais com homens, mas também "detentos em prisões, pessoas que usam drogas injetáveis, prostitutas e transgêneros" - não estão recebendo serviços adequados em prevenção e tratamento do HIV e isso ameaça a resposta global ao avanço do vírus.
"Estas pessoas estão sob risco maior de infecção por HIV e, ainda assim, são as que têm menores possibilidades de acesso à prevenção do HIV, exames e serviços de tratamento. Em muitos países eles são deixados de fora dos planos nacionais (de combate ao) HIV e leis e políticas discriminatórias são grandes obstáculos ao acesso", informou a organização.
A OMS divulgou nesta sexta-feira as novas diretrizes para o tratamento e prevenção do HIV, "Diretrizes Consolidadas para Prevenção, Diagnóstico, Tratamento e Cuidados em HIV para Populações-Chave".
As diretrizes foram anunciadas pouco antes da Conferência Internacional sobre Aids, que começa em Melbourne, na Austrália, no dia 20 de julho.
Reduzindo novas infecções
As novas diretrizes destacam medidas que os países podem adotar para reduzir o número de novos casos de infecção por HIV e aumentar o acesso aos exames para detectar o vírus, tratamento e cuidado para as chamadas cinco "populações-chave": homens que têm relações sexuais com homens, detentos em prisões, pessoas que usam drogas injetáveis, prostitutas e transgêneros.De acordo com a OMS estas populações são definidas como grupos que, devido a comportamentos específicos e de alto risco, têm um risco maior de contrair HIV.
"E também eles frequentemente têm questões legais e sociais relacionadas as seus comportamentos que aumentam a vulnerabilidade ao HIV", acrescentou a organização.
A OMS determinou o nível de risco destas populações.
"Estudos indicam que prostitutas têm 14 vezes mais chances de contrair o HIV do que outras mulheres, homens que têm relações sexuais com homens têm 19 vezes mais chances de ter HIV do que a população em geral e mulheres transgêneros têm quase 50 vezes mais chances de ter o HIV do que outros adultos. Para as pessoas que injetam drogas, os estudos mostram que os riscos de infecção por HIV também pode ser 50 vezes maior do que na população geral", informou a OMS em sua declaração.
"Nenhuma destas pessoas vive em isolamento", disse Himschall.
"Prostitutas e seus clientes têm maridos, esposas e parceiros. Alguns injetam drogas. Muitos têm filhos. O fracasso no fornecimento de serviços para as pessoas que estão expostas ao maior risco de HIV ameaça o progresso contra a epidemia global e ameaça a saúde e bem-estar dos indivíduos, suas famílias e de toda a comunidade", acrescentou.
Filhos de 'gays' são tão ou mais saudáveis do que outros
08/07/2014:
por Lusa, publicado por Ricardo Simões Ferreira
Os filhos de casais
homossexuais são tão ou mais saudáveis do que as crianças que vivem em
contexto familiar heterossexual, conclui um estudo realizado por uma
universidade australiana.
No que diz respeito à
saúde, as crianças criadas em contexto homossexual "estão a sair-se bem,
quando não melhor", do que as que vivem em contexto heterossexual,
considera a equipa de investigadores da Universidade de Melbourne, que
publicou o estudo na revista médica "BMC Public Health" a 21 de junho.
Os resultados do estudo
australiano, que pretendia "descrever o bem estar físico, mental e
social das crianças australianas que vivem com casais do mesmo sexo, e o
impacto que o estigma tem nelas", foram hoje noticiados pelo jornal
"The Washington Post".
A conclusão "não é
propriamente uma novidade" e "confirma" o que já se sabia, que "são mais
as semelhanças do que as diferenças entre as crianças que são educadas
em contexto hetero e em contexto homoparental", destaca o psicólogo
Jorge Gato, que ajudou a Lusa a ler os resultados.
Todos os estudos já
feitos mostram que, "independentemente do método, do tamanho da amostra,
daquilo que se estuda, há sempre uma convergência numa maior semelhança
do que diferença entre estas duas famílias", resume Jorge Gato.
A "BMC Public Health" é
uma revista "idónea", onde "é difícil publicar", pois "só" se aceitam
"artigos de qualidade", frisa Jorge Gato, destacando a dimensão do
estudo australiano, que recorreu a uma amostra "bastante significativa".
Fonte: http://www.dn.pt/
Portaria impede solteiros e homossexuais de doarem sangue
01/04/2014:
"Tanta gente precisando de sangue e nós não podemos ajudar", lamenta homossexual com três anos de união estável
Glória Soares Matter - Equipe Bonde
Doar sangue
é um ato de solidariedade ao próximo. Todos os anos, o Hemocentro de
Londrina lança campanhas para repor seu estoque de bolsas de sangue que,
quase sempre, está abaixo do necessário para atender a demanda.
Sabendo disso, o supervisor comercial Bruno Almeida, de 27 anos, procurou o local para fazer a doação. Para sua surpresa, foi considerado inapto por não ter uma parceira fixa. "Durante a triagem, respondi que não tive uma parceira fixa no último ano. A funcionária me disse que por esse motivo eu não poderia doar. Achei um absurdo".
De acordo com o artigo 34 da portaria 1.353, de 2011, do Ministério da Saúde, que regulamenta os critérios utilizados na seleção de doadores, deve ser considerada inapta para doação por 12 meses a pessoa "que tenha feito sexo com um ou mais parceiros ocasionais ou desconhecidos ou seus respectivos parceiros sexuais".
A portaria justifica a exclusão de pessoas que tiveram relações sexuais com mais de um parceiro ao longo de um ano por considerar este grupo mais suscetível ao risco de se infectar e propagar Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs).
"Solteiros que tiveram
apenas duas relações sexuais ao longo de um ano podem doar. Acima desse
número, o doador fica proibido por 12 meses", explica a bioquímica do
hemocentro de Londrina, Sandra Regina Quintal Carvalho.
Este é apenas um dos pontos polêmicos da portaria. O documento ainda considera inapto pelo período de um ano homens que tiveram relações sexuais com outros homens e suas parceiras, mesmo com o uso de preservativo.
"Para [homem que fez sexo com outro homem] doar, precisa ter ficado um ano sem parceiro e sem ter tido relações sexuais ao longo desse período", justifica Sandra.
O Ministério da Saúde entende que este tipo de medida ainda é necessária, uma vez que, baseado em estudos, homens que fazem sexo com outros homens tem uma exposição maior a contrair DSTs.
Na prática, se dois homossexuais forem casados ou viverem em relacionamento estável, nenhum poderá doar sangue. Para isso, eles teriam que se separar e passar um período de um ano sem ter relações sexuais. Na portaria, não há impedimento para lésbicas e suas parceiras.
Apesar da restrição entre homens, no 5º parágrafo da portaria há um contrassenso: "a orientação sexual (heterossexualidade, bissexualidade, homossexualidade) não deve ser usada como critério para seleção de doadores de sangue, por não constituir risco em si própria".
Para o promotor Paulo Cesar Vieira Tavares, da Promotoria de Defesa da Saúde Pública de Londrina, a portaria deveria ser alterada. "O Ministério da Saúde poderia criar mecanismos para que o casal homossexual que vive em união de casamento doasse sangue. O Estado deveria ser mais sensível, avaliar caso por caso", defende.
Juntos há nove anos e comemorando três anos de união estável, o casal Mauro Aparecido Rodrigues, de 28 anos, e Marcos de Lima, de 46 anos, também concorda que é necessária uma modificação no documento. "Tanta gente precisando de sangue e nós não podemos ajudar. É o cúmulo, absurdo", desabafa Marcos. "Não é a homossexualidade que vai dizer ou não se você é saudável, mas sim o exame. Para mim, essa portaria é só mais uma forma de discriminação contra os homossexuais".
Fonte: http://www.bonde.com.br/
Para Evitar as Doenças Sexualmente Transmissíveis- D.S.T
De
algumas décadas para cá a prevenção para as moléstias sexualmente
transmissíveis têm se concentrado na AIDS, isso se justifica devido à
gravidade que ela representa à sociedade, contudo, as demais
enfermidades continuam ativas e muitos por falta de informação as
negligenciam. A blenorragia (gonorréia), que se não tratada com rigor,
“recolhe” e a bactéria cria resistência, exigindo doses cada vez maiores
de antibióticos, num ciclo progressivo, que mina a saúde, deprimindo a
pessoa; outro flagelo é o “cancro duro” que é a lesão primária da
sífilis onde uma pequena ulceração aparece no órgão genital seguida da
formação de ínguas nas virilhas, e se não tratada a tempo traz consequência irreparáveis para quem a contrai. Essas são apenas algumas
das inúmeras doenças venéreas que existem desde os remotos tempos da
humanidade e que se juntam com o “contemporâneo” vírus HIV que de certa
maneira, sentencia seus portadores. A população precisa ser urgentemente
mais bem informada sobre o universo das D.S.T..
O
uso de preservativo e sua eficácia são aceitáveis, porém não significa
proteção total, muitos “acidentes” acabam acontecendo sem dizer daqueles
que têm rejeição ao uso de camisinha, principalmente os de gerações
mais antigas.
Fique esperto...
Qualquer
alteração em seu órgão genital e em todo organismo, deve ser observada
atentamente. Corra contra o relógio, seja rápido, pois quanto antes
detectado o mal, maiores serão as chances de cura.
Nunca aceite receitas caseiras daqueles que, mesmo bem intencionados, desconhecem as verdadeiras causas da doença.
Procure sempre um médico!
Nunca
interrompa o tratamento por acreditar estar curado, o mal ficando
incubado voltará galopante, enquanto seu organismo faz o trajeto oposto.
As causas
A
origem do contágio está numa cadeia de fatores, o comportamento, a
ausência de conscientização, a falta de higiene, o descuido, as
extravagâncias que, ultrapassando os limites do corpo, o expõem
enfraquecido, em contacto com vírus, bactérias e tudo o que poderá
contaminá-lo.
O comportamento
O instinto de reprodução acaba levando com facilidade as pessoas a inverterem a finalidade do sexo, fazendo dele um fim em si mesmo. O
julgamento exagerado de fonte de prazer e êxtase, somados ao desejo de
auto-afirmação criam uma rota de fuga para compensar a
infelicidade,arruinando a muitos, que se tornam compulsivos sexualmente.
A alta rotatividade é parceira da promiscuidade, e não se dando contas,
o individuo se vê no fundo do poço, abatido psicologicamente e com a
resistência enfraquecida; nesta situação a porteira cai...
Conclusão
As
D.S.T.s sempre existiram, e são parte do processo de evolução do homem,
e continuarão a existir para aqueles que fazem do sexo uma infindável
“farra”...
Somente uma mudança de procedimento poderá tirar dessa roda-viva quem se envolveu nessa perigosa ilusão coletiva.
O organismo humano tem uma capacidade incrível de se recompor, mas para que ele possa reagir é necessária uma enérgica ação mental,
capaz de mudar radicalmente a postura do sujeito perante a vida,
revigorando a partir daí, os mecanismos de autodefesa, que trarão
novamente a blindagem natural; inclusive os portadores do vírus HIV
sentirão os efeitos positivos de tal atitude. A Vida não possui limites.
Pouco sabemos da estrutura do nosso sistema imunológico, principalmente
quando impulsionado por uma grande causa, que neste caso, consiste no
legítimo desejo de continuar a viver...
J.Antonio Sespedes
Autor do livro: Depressão,um beco com saída
www.outonos.com.br
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