10/07/2013:
Por Pedro Ferraz
A Academia Americana de Pediatria (AAP) divulgou em 2013 seu apoio ao casamento gay, assim como aos direitos de adoção para casais do mesmo sexo.
“Crianças prosperam em famílias estáveis e que oferecem segurança, e
isso se faz através do casamento. A AAP acredita que deve haver
igualdade de oportunidades para todos os casais acessarem a estabilidade
econômica e apoio federal a casais casados para criar filhos”, disse o
doutor Benjamin Siegel, diretor do comitê de Aspectos Psicológicos nas
Crianças da AAP.
O site LiveScience
listou cinco razões científicas, baseadas nos estudos da AAP, sobre o
porque os casais gays são pais e mães incríveis! Confira a lista
completa a seguir:
5. Eles escolhem ter filhos…
Casais heterossexuais frequentemente têm bebês “oops” – ou seja,
filhos “indesejados”. Segundo o Instituto Guttmacher, cerca de metade
das gestações nos EUA não são planejadas, e cerca de metade dessas
gestações não planejadas acabam em nascimento, não aborto.
Pais de bebês não planejados podem fazer um bom trabalho os criando, é
claro, mas alguns estão em circunstâncias terríveis – são famílias de
baixa renda, muitas vezes sem condições de dar o suporte necessário a
criança.
Os casais homossexuais, em contraste, geralmente passam por um
processo extenso quando pretendem ter bebês. Eles têm que superar
diversas dificuldades e limites biológicos para adotar, encontrar
barrigas de aluguel ou doadores de esperma ou usar métodos de
fertilização in vitro. Após perseverar através desses desafios, pais
gays “tendem a ser mais motivados, mais comprometidos do que os pais
heterossexuais, em média, porque eles escolheram ser pais”, explica
Abbie Goldberg, psicólogo da Universidade de Clark em Massachusetts
(EUA).
Assim, o desempenho do grupo de pais gays não é tão distorcido por
pessoas que caíram acidentalmente na paternidade ou maternidade e não
estavam preparados para ela.
4. Eles ajudam os mais necessitados…
Pais gays são um grande recurso para as crianças que aguardam adoção,
especialmente os casos mais necessitados. Em outubro de 2011, o
Instituto de Adoção Evan B. Donaldson (EUA) descobriu que 60% dos pais
gays adotavam crianças de diferentes raças das suas, o que é importante,
porque as crianças de minorias têm dificuldades para sair do sistema de
adoção. E 25% das crianças colocadas com pais adotivos gays ou lésbicas
tinham mais de três anos – também uma faixa etária difícil de ser
adotada. Mais da metade das crianças tinham necessidades especiais.
Um relatório de 2007 do Instituto Urbano (EUA) concluiu que mais de
metade dos homens homossexuais e 41% das lésbicas nos Estados Unidos
gostariam de adotar. É um número enorme de pais em potencial, que supera
as mais de 100 mil crianças adotáveis presas em lares hoje no país.
No Brasil, um estudo feito pelo demógrafo Reinaldo Gregori tendo como
base os dados do Censo 2010 revelou uma surpreendente taxa de casais do
mesmo sexo no Brasil que já têm filhos: 20%. A pesquisa também mostrou
que, enquanto apenas 34% dos chefes de família heterossexuais possuem
mais de dez anos de estudo, entre os casais homossexuais declarados esse
número chega a 67% e seu rendimento financeiro médio, de 5.200 reais, é
quase o dobro. Ou seja, não há dúvida de que casais homossexuais são
importantes (e talvez até mais adequados) para dar carinho e suporte a
milhares de crianças brasileiras que foram abandonadas pelos mais
diversos motivos.
3. Eles promovem a tolerância…
Essa é considerada uma vantagem de se ter pais gays pelas próprias
crianças criadas por eles: filhos de casais homossexuais dizem que sua
educação ensinou-lhes a ter mente aberta e empatia.
Em um estudo de 2007 publicado no American Journal of
Orthopsychiatry, Goldberg entrevistou 46 adultos que cresceram com pelo
menos um pai gay. 28% dos entrevistados mencionou independentemente que
eles sentiam que sua criação os havia tornado mais tolerantes. “Homens e
mulheres sentiram como se estivessem livres para buscar uma ampla gama
de interesses”, afirmou Goldberg. Ou seja, eles não foram sujeitos a
estereótipos dos mais básicos, como “você não pode fazer isso, isso é
coisa de menino”, ou “isso é coisa de menina”.
2. Seus filhos vão bem na escola…
Uma revisão de todos os estudos existentes sobre pais do mesmo sexo e
seus filhos publicada em 2010 constatou que as médias de notas
acadêmicas (GPA, em inglês) eram iguais entre crianças de lares
heterossexuais e homossexuais.
Em um estudo comparando adolescentes que vivem em ambos os tipos de
famílias, meninos de mães lésbicas tinham uma média de GPA de 2,9, em
comparação com 2,65 para os meninos de pais heterossexuais. Meninas
adolescentes criadas por duas mães tiveram um GPA médio de 2,8, em
comparação com 2,9 para meninas criadas por uma mãe e um pai (como mais
lésbicas do que homens gays têm filhos, estudos sobre elas são mais
comuns).
Outra análise descobriu que a taxa de atividades delinquentes, tais
como furtos ou brigas, em crianças de mães lésbicas e pais
heterossexuais era a mesma.
Em maio de 2012, um estudo publicado no Journal of Marriage and
Family descobriu que as crianças de famílias do mesmo sexo tinham a
mesma capacidade matemática do que crianças de famílias heterossexuais,
mesmo controlando os dados por conta de fatores familiares, como
divórcios.
1. Eles criam filhos confiantes…
Muitos críticos da família centrada em pais homossexuais diz que as
crianças sofrem bullying e não crescem com a mesma “tranquilidade” ou
oportunidades, seja lá o que isso deveria significar. Nos itens
anteriores, já vimos que elas são muito bem educadas e se dão bem
academicamente. Esse item mostra que também são bem ajustadas
psicologicamente.
Uma educação em uma casa de casais do mesmo sexo pode até dar às
crianças um impulso de confiança. Em um estudo de 2010 publicado na
revista Pediatrics, os pesquisadores examinaram crianças de famílias
lésbicas planejadas, em que uma única mãe lésbica ou parceiras lésbicas
decidiram ter filhos, em contraste com trazer crianças para uma nova
relação a partir de parcerias heterossexuais anteriores. Como outros
estudos de mães lésbicas, este não encontrou diferenças significativas
no desenvolvimento infantil e comportamento social das crianças.
Mas as crianças de mães lésbicas eram mais confiantes do que as
crianças de pais heterossexuais. Segundo os cientistas, o envolvimento
ativo dos pais pode explicar o aumento da autoestima nos filhos.




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