Mahatma Gandhi era bissexual e racista?
04/09/2013:
Foto: Gandhi, uma mulher e Hermann Kallenbach
Pelo menos é isso o que diz Joseph Lelyveld, escritor, jornalista e
ex-editor do "The New York Times" em uma nova biografia do líder
indiano, que será lançada ainda esse mês, segundo o "Daily Mail".
Na polêmica biografia de 448 páginas intitulada "Great Soul", Joseph
afirma que Gandhi, após se divorciar da esposa com quem teve quatro
filhos, teria vivido um romance com o fisiculturista alemão, Hermann
Kallenbach, na África do Sul. Hermann, que era judeu, teria se
apaixonado por Gandhi e se tornado um de seus discípulos mais próximos. O
romance teria durado dois anos, e só teve fim, porque Gandhi tinha de
voltar a Índia e Hermann, por conta da primeira guerra mundial, não pôde
acompanhá-lo.
Segundo Lelyveld, Gandhi, que se casou aos 13 anos com Kasturbai
Makhanji de 14, mantinha uma foto de Hermann na cabeceira de sua cama, e
havia prometido jamais olhar novamente para uma mulher com intenções
"impuras". Os dois, após a separação, passaram a se corresponder
através de cartas, onde Gandhi teria afirmado que Kasturbai, "era a
mulher mais venenosa que já tinha conhecido".
Mas parece que Gandhi não teve forças para cumprir as promessas que fez a
Hermann. O líder indiano teria, segundo o livro, tido relações sexuais
com várias mulheres, e mesmo aos 70 anos de idade, teve um
relacionamento com sua sobrinha Manu, de apenas 17 anos. Sobre Manu, uma
passagem do livro, relata que a jovem foi forçada a percorrer uma parte
da selva, onde costumeiramente ocorriam estupros, apenas para buscar
uma pedra-pomes. Ao encontrar a jovem, com lágrimas nos olhos, Gandhi
teria gargalhado e dito que "se algum bandido a tivesse levado, seu
coração estaria dançando de alegria".
Sobre o lado racista de Gandhi, o escritor afirma no livro, que na época
do Apartheid, quando trabalhou como advogado, o líder indiano teria
feito declarações contra os negros. "Fomos mandados para uma prisão
destinada a kaffirs(pessoas negras)", "Os kaffirs não são
civilizados". "Entendemos que não nos classifiquem como brancos, mas ao
mesmo nível dos nativos parece-me demasiado.", teria dito.
A crítica do “The Wall Street Journal” ao livro descreve este "novo"
Gandhi como "um tarado sexual, politicamente incompetente, louco
fanático, racista implacável e um incessante autopropagandista,
professando o seu amor pela humanidade enquanto conceito, mas
desprezando as pessoas como indivíduos". Ainda não li o livro e não sei
se é para tanto, mas enfim...
Bem, pode ser até que hajam alguns exageros no que escreveu Lelyveld,
mas me agrada mais saber que Gandhi era um homem comum, com conflitos,
erros de jugamentos e até esse lado cruel. Isso o torna mais humano,
mais próximo da realidade. Sempre me incomoda essa santificação, essa
tentiva de tornar alguém sinônimo de perfeição, quando sabemos que essa
perfeição é algo impossível. Gandhi foi um homem real, de carne e ossos.
Santos não existem, são projeções tolas de uma perfeição inexistente, e
nesse caso, prefiro a realidade.
Pena que para muitos, a tal bissexualidade de Gandhi, seja encarada da mesma forma que seu suposto racismo e machismo.


