Mais de 70 nações possuem leis que proíbem e punem a homossexualidade
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Essas definições — todas bastante negativas — já foram derrubadas
pela psiquiatria, pela psicologia e pela OMS (Organização Mundial de
Saúde), e hoje a discriminação contra homossexuais é considerada uma
violação contra os direitos humanos, de acordo com a Anistia
Internacional. Ainda assim, não é o que pensam Rússia, Austrália,
Índia, Nigéria, Uganda, Irã e outras nações.
Em 2013, aumentou para 14 o número de países que permitem o casamento
entre gays. No entanto, segundo o relatório da Ilga (Associação
Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Trans e Intersexos), ainda
há 76 países da ONU que criminalizam a homossexualidade, o que
corresponde a 40% do total.
Por outro lado, países como Burkina Faso, República Centro-Africana,
Chade, Congo, Costa do Marfim, Gabão, Madagascar, Mali e Ruanda nunca
tiveram leis que fizessem da homossexualidade um crime.
Conheça, a seguir, os locais em que ser gay dá cadeia ou pena de morte.
Na África, ser homossexual na Mauritânia, no Sudão e em algumas
partes da Somália tem a mais severa punição de todas: a pena de morte.
A penalização extrema é adotada também nos asiáticos Irã, Arábia Saudita e Iêmen.
A refugiada iraniana Roodabeh Parvaresh foi ameaçada de ter sua sexualidade exposta às autoridades por ter se recusado a participar de uma orgia. Com medo de ser condenada à morte, ela fugiu para a Turquia.
Na Nigéria, uma lei federal proíbe o casamento gay e criminaliza
associações, sociedades e encontros homossexuais, com penas de até 14
anos de prisão. Segundo a legislação, é crime promover encontro de
gays, ou operar um clube, uma sociedade ou uma organização gay. Além
disso, 12 estados punem o “crime” com pena de morte.
Na imagem acima, Bisi Alimi, conhecido como o primeiro nigeriano a se declarar gay publicamente, por meio de um programa de televisão. Pouco depois da declaração, ele foi espancado dentro da própria casa.
Na Uganda, o Parlamento aprovou um projeto de lei que endurece a
punição contra “atos homossexuais” e estabelece prisão perpétua para os
reincidentes. Além disso, quem não delatar os gays à polícia também
está cometendo um crime, na visão das autoridades
Segundo o autor do projeto de lei, uma nova legislação era necessária porque os homossexuais do Ocidente ameaçavam “destruir” as famílias de Uganda e “recrutavam” as crianças ugandenses para um estilo de vida gay.
O tabloide de Uganda Rolling Stone causou polêmica em 2010 ao publicar uma lista identificando homossexuais.
Fonte: Tribuna Hoje


