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Bissexuais são excluídos por gays e heterossexuais?










11/01/2016:

Em Neon

Dois estudos divulgados no mês passado pelo “Journal of Bisexuality” (Jornal da Bissexualidade) têm sugerido que as pessoas bissexuais enfrentam tanto a discriminação dentro da comunidade LGBT como por parte das pessoas heterossexuais.



Um estudo de opinião das pessoas bissexuais sobre discriminação concluiu que: "Embora o nível de discriminação que os bissexuais experiente dos heterossexuais, quando comparado com a discriminação da comunidade gay e lésbica, foi significativamente maior, o tamanho do efeito revela que o grau de diferença foi pequena."


Tangela Roberts, que supervisionou o estudo, disse à “The Daily Beast”: "Essencialmente, é como dizer que duas pessoas estão gritando com você, mas uma só voz é um decibel mais alto. Sim, estatisticamente uma voz é mais significativa, mas a diferença entre as duas vozes é pequena."


Outro estudo do Centro de Dependência e Saúde Mental, em Toronto, nas experiências de mulheres bissexuais chegou a conclusões semelhantes. Uma das entrevistadas do estudo falou sobre o sentimento condenado ao ostracismo em um evento de orgulho por estar com um parceiro do sexo oposto: "Eu fui para a Parada LGBT e levei meu namorado comigo, porque ele só queria ser solidário e veio junto, pois essa coisa que é realmente importante para mim. No final do evento eu estava me sentindo muito feliz e animada, e nós nos beijamos, foi quando as pessoas começaram a nos vaiar. Foi como ser rejeitada pela minha própria comunidade com base nestas premissas erradas que eles estavam fazendo sobre mim."

Um estudo de 2010 no "American Journal of Public Health" descobriu que homens e mulheres bissexuais tiveram maior prevalência de transtornos de humor e ansiedade, em comparação com os homens gays, lésbicas e heterossexuais. Um exemplo: Quase 60 por cento das mulheres bissexuais tinham uma vida história de transtorno de humor, em comparação com cerca de 45 por cento de lésbicas e um pouco mais de 30 por cento das mulheres heterossexuais.


Roberts conclui que o processo de pensamento por trás da bifobia é a mesma entre os infratores, tanto heterossexuais quanto homossexuais: "É essencialmente pensar que as únicas ‘verdadeiras’ orientações sexuais são heterossexuais, lésbicas e / ou gay. Todas as outras orientações sexuais são consideradas ilegítimas, o que não é real, é apenas um produto de confusão."


"E se não estava claro antes da última edição do "Journal of Bissexuality", está se tornando mais difícil de negar agora: Bifobia dentro da comunidade LGBT não é um conflito interno menor, mas uma forma significativa de prejuízo que está certamente tendo um efeito negativo sobre a saúde mental das pessoas bissexuais."


Fonte: Reprodução TheDailyBeast.com

Foto: Reprodução Internet

http://www.emneon.com.br/2016/01/bissexuais-sao-excluidos-por-gays-e.html#.VpOb5088rOk

Mahatma Gandhi era bissexual e racista?

Mahatma Gandhi era bissexual e racista?
04/09/2013:
 
 
Foto: Gandhi, uma mulher e Hermann Kallenbach
 
Pelo menos é isso o que diz Joseph Lelyveld, escritor, jornalista e ex-editor do "The New York Times" em uma nova biografia do líder indiano, que será lançada ainda esse mês, segundo o "Daily Mail".
 

Na polêmica biografia de 448 páginas intitulada "Great Soul", Joseph afirma que Gandhi, após se divorciar da esposa com quem teve quatro filhos, teria vivido um romance com o fisiculturista alemão, Hermann Kallenbach, na África do Sul. Hermann, que era judeu, teria se apaixonado por Gandhi e se tornado um de seus discípulos mais próximos. O romance teria durado dois anos, e só teve fim, porque Gandhi tinha de voltar a Índia e Hermann, por conta da primeira guerra mundial, não pôde acompanhá-lo. 
 

Segundo Lelyveld, Gandhi, que se casou aos 13 anos com Kasturbai Makhanji de 14, mantinha uma foto de Hermann na cabeceira de sua cama, e havia prometido jamais olhar novamente para uma mulher com intenções "impuras". Os dois, após a separação, passaram a se corresponder através de cartas, onde Gandhi teria afirmado que Kasturbai, "era a mulher mais venenosa que já tinha conhecido".
 

Mas parece que Gandhi não teve forças para cumprir as promessas que fez a Hermann. O líder indiano teria, segundo o livro, tido relações sexuais com várias mulheres, e mesmo aos 70 anos de idade, teve um relacionamento com sua sobrinha Manu, de apenas 17 anos. Sobre Manu, uma passagem do livro, relata que a jovem foi forçada a percorrer uma parte da selva, onde costumeiramente ocorriam estupros, apenas para buscar uma pedra-pomes. Ao encontrar a jovem, com lágrimas nos olhos, Gandhi teria gargalhado e dito que "se algum bandido a tivesse levado, seu coração estaria dançando de alegria".
 

Sobre o lado racista de Gandhi, o escritor afirma no livro, que na época do Apartheid, quando trabalhou como advogado, o líder indiano teria feito declarações contra os negros. "Fomos mandados para uma prisão destinada a kaffirs(pessoas negras)", "Os kaffirs não são civilizados". "Entendemos que não nos classifiquem como brancos, mas ao mesmo nível dos nativos parece-me demasiado.", teria dito.
 

A crítica do “The Wall Street Journal” ao livro descreve este "novo" Gandhi como "um tarado sexual, politicamente incompetente, louco fanático, racista implacável e um incessante autopropagandista, professando o seu amor pela humanidade enquanto conceito, mas desprezando as pessoas como indivíduos". Ainda não li o livro e não sei se é para tanto, mas enfim...
 

Bem, pode ser até que hajam alguns exageros no que escreveu Lelyveld, mas me agrada mais saber que Gandhi era um homem comum, com conflitos, erros de jugamentos e até esse lado cruel. Isso o torna mais humano, mais próximo da realidade. Sempre me incomoda essa santificação, essa tentiva de tornar alguém sinônimo de perfeição, quando sabemos que essa perfeição é algo impossível. Gandhi foi um homem real, de carne e ossos. Santos não existem, são projeções tolas de uma perfeição inexistente, e nesse caso, prefiro a realidade.
 
 
Pena que para muitos, a tal bissexualidade de Gandhi, seja encarada da mesma forma que seu suposto racismo e machismo.
 



 
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