Estamos em tempos de diálogo sobre igualdade sexual, estamos a cada dia desconstruindo mais a homofobia e a lesbofobia, mas um tema importante a ser debatido é a transfobia no Brasil. A exclusão e discriminação sofrida diariamente por travestis e transexuais vem sendo ignorada por muitos defensores dos direitos humanos e militantes dos movimentos sociais.
A falta de entendimento sobre a realidade trans é enorme, mas é cada vez mais acompanhada de grande curiosidade e é sobre isso que esse documentário vem falar. Criado por Fernando de Oliveira, a produção aborda 4 mulheres transexuais e um homem trans, para mostrar quem são essas princesas que o mundo insiste em enxergar como homens, esses rapazes que o mundo espera que sejam princesas e essas pessoas que não se identificam como homens nem mulheres.
O documentário “Princesas Possíveis” tem entrevistas de Monique Top – Jornalista, Apresentadora, Dançarina e Militante; Amara Moira – Escritora, Garota de Programa e Militante; Caio Fucidji Ishida – Estudante Secudarista e Militante; Paola – Garota de Programa; Raul Lima Silva – Estudante de Arquitetura e Militante e Carolina Gerassi – Advogada. No vídeo são abordados temas como sexo, prostituição, drogas e religião.
O documentário “Meninos de rosa, meninas de azul” é super esclarece diversos assuntos quanto à homofobia e o Bullying homofóbico sofrido nas escolas por diversos homossexuais do país. Esses fatos são narrados no depoimento de Matheus Rodrigues que conta como teve medo de assumir o que realmente é por causa dos xingamentos que sofria no ambiente escolar e em sua própria casa.
O psicólogo Cláudio Picazio aborda no vídeo diversos assuntos sobre a homossexualidade, como o termo “Viado” é utilizado em forma de xingamento, além disso, ele aborda a aceitação dos pais aos filhos homossexuais que por muitas vezes querem dar um tempo para seus pais refletirem, mas eles quem precisam desse tempo.
“Obrigação de pai e mãe é dá suporte para filho, são eles que tem que entender a homossexualidade desse filho e dar suporte, não é o filho gay que tem que dar suporte para esses pais. Essa história está errada”, diz Cláudio Picazio no documentário.
O documentário ainda conta com o depoimento de Carla Cristina Garcia, professora de antropologia da PUC-SP, o projeto foi idealizado por Danilo César Francisco e Vinicius Kairalla.
A campanha #NossoAmorExiste propõe comemorar o dia dos namorados e das namoradas de uma maneira diferente: mostrando ao mundo que o amor existe, e resiste. Reunindo histórias de casais LGBTs (Lésbicas, Gays, Bissexuais, travestis e Transexuais) com narrativas de aceitação, superação, dificuldades, e claro, belas histórias de amor.
O projeto da campanha nasceu com o objetivo de proporcionar um espaço de visibilidade e identidade às relações homoafetivas, vendo a importância da representatividade da diversidade de orientações sexuais, e os debates em torno da expressão do amor. Os idealizadores do projeto, o fotógrafo Ricardo Puppe, e o jornalista Theo Borges, explicam que as pessoas precisam ver essas histórias de amor serem contadas.
“As personagens precisam ser vistas, o amor e os relacionamento LGBTs não podem mais serem delegados ao gueto, está mais do que na hora de haver a consciência de que nós [LGBTs] saímos do armário”, afirma Theo.
Sob o mote da pergunta que praticamente todo casal LGBT já ouviu, “mas precisa demonstrar afeto em público?”, a campanha discorre sobre o empoderamento das pessoas LGBTs em busca do reconhecimento, respeito, e acima de tudo, sobre a importância de ocupar os lugares e serem vistos.
“Quando se é negro e gay, não é tão fácil acharmos espaços e local de fala. A representatividade hoje nos faz (re)existir e faz com que as pessoas compreendam que estamos aqui e queremos falar e ser ouvidos. Que existem outros de nós, e que precisamdeixar de ser ignorados e silenciados”, afirma o estudante Anderson Alves, que estrela a campanha.
Para a funcionária pública Ysabelly Morais, que participa da campanha, “demonstrar afeto em publico é de fato mostrar que ‘nosso amor existe’. Muitos tomam isso como ‘querem aparecer’. Entretanto, a verdade é que nós, só não queremos, é nos esconder. Fomos educados para excluir do meio social qualquer sinal de ‘gayzisse’, e isso se perpetuou devido a falta (pouca) representatividade”.
“A campanha é um protesto, é um ato político, mas acima de tudo, é um ato de amor. É um momento de ressaltar os sentimentos que nós dispomos ao outro e por consequência agradecer esse outro que compartilha as angustias e asalegrias de ser um casal homoafetivo nos nossos dias”, acrescenta Ricardo.
No dia 12 de junho, dia dos namorados e das namoradas, será lançado o documentário do projeto com algumas dessas histórias, e na internet, a campanha continua recebendo e publicando os depoimentos em vídeos e textos, através da fanpage #NossoAmorExiste.