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8 famosos que quebram estereótipos de gênero na hora de se vestir

Tem pessoas LGBT batendo de frente dos padrões e arrasando muito.

Enquanto o mundo fashion está buscando uma moda sem gênero, alguns famosos andam desafiando aquelas regrinhas de "roupa de homem" e "roupa de mulher" a muito tempo. Seja bancando um batonzão, adotando o cabelo curtinho com camisa social ou combinando uma saia com moletom, tem cantor e modelo batendo de frente dos padrões e arrasando muito.

Liniker
8 famosos que quebram estereótipos de gênero na hora de se vestir
Foto: Reprodução
Cantor Liniker chama atenção pela voz grave com um jeito delicado no palco.
O cantor brasileiro adotou elementos do vestuário dito feminino para suas performances. O batom forte, maquiagem nos olhos, maxibrincos e turbantes fazem parte de seu figurino, que esbanja sensualidade e resgata suas raízes étnicas.

Cara Delevingne
8 famosos que quebram estereótipos de gênero na hora de se vestir
Foto: Divulgação
A modelo Cara Delevingne é namorada da cantora Annie Clark.
Apesar de andar em cima de um saltão como ninguém, a modelo britânica gosta mesmo é de passear por aí de moletom e touca, como podemos ver em seu Instagram. Namorada da cantora Annie Clark (a St. Vincent), ela ficou famosa por causa das suas sobrancelhas e seu visual essencialmente andrógino.

Marcela Vale (Mahmundi)
8 famosos que quebram estereótipos de gênero na hora de se vestir
Foto: Divulgação
A cantora Mahmundi as vezes aposta em figurinos super coloridos.
A cantora carioca combina o black curtinho com peças que poderiam ter saído do guarda-roupa de qualquer boy, flertando com o visual andrógino. Ainda assim, às vezes aposta em figurinos super coloridos e femininos.

Ruby Rose
8 famosos que quebram estereótipos de gênero na hora de se vestir
Foto: Getty Images
A atriz Ruby Rose interpreta uma lésbica no seriado "Orange is the New Black" da Netflix.
A estrela de "Orange is the New Black" tem rostinho de boneca, mas prefere roupas agênero, como calças saruel e ternos oversize. Às vezes usa saltão e decote, porém seus calçados favoritos são os tênis esportivos.

Jaden Smith
8 famosos que quebram estereótipos de gênero na hora de se vestir
Foto: Reprodução
Jaden Smtih estreou-se no cinema em 2016 no filme “Em Busca da Felicidade”.
O filho de Will Smith chamou atenção por usar saia para ir à escola nos últimos meses. Desde então, a peça não sai do seu guarda-roupa e ele chegou a estrelar uma campanha da Chanel usando o modelo e foi estrela em campanha de coleção feminina da Louis Vuitton.

Ellen Degeneres
8 famosos que quebram estereótipos de gênero na hora de se vestir
Foto: Reprodução/Wallpaper
Ellen Degeneres é casada com Portia De Rossi e uma grande ativista dos direitos LGBT.
A apresentadora é conhecida, desde os anos 1990, por seu estilo "tomboy". As roupas dela já foram criticadas por serem muito masculinas, mas hoje em dia percebemos que ela sempre foi bastante corajosa por assumir seu estilo sem medo mesmo sob os holofotes.

Jaloo
8 famosos que quebram estereótipos de gênero na hora de se vestir
Foto: Reprodução
O cantor Jaloo lançou recentemente seu vídeo clipe 'Last Dance'.
O cantor brasileiro aposta em um visual andrógino com corte de cabelo visto como feminino e maquiagem. Ele também prefere roupas sem gênero, como camisetões, calças de corte reto e saia.

Rain Dove
8 famosos que quebram estereótipos de gênero na hora de se vestir
Foto: Reprodução
A modelo Rain Dove faz sucesso por causa da sua aparência andrógina.
A modelo sem gênero aposta tanto em looks femininos como nos masculinos, como é o caso do terno com decote avantajado e tênis dourados. Ela falou, em entrevista ao site "Mashable", que não veria problemas em desfilar de lingerie, apesar de raramente conseguir trabalhos do tipo por causa da sua aparência andrógina.

Fonte: http://www.gay1.ws/

Museu londrino conta história da homossexualidade



LONDRES. Enquanto o mundo começa afinal a reconhecer juridicamente os direitos dos casais de pessoas do mesmo sexo, o British Museum acaba de inaugurar um projeto ousado iniciado há sete anos. O livro “A little gay history: desire and diversity across the world” (“Uma pequena história gay: desejo e diversidade pelo mundo”, em tradução livre), recém-publicado pela editora da instituição, é um catálogo com peças que comprovam que o homossexualidade faz parte da história da Humanidade há pelo menos 4 mil anos.


A publicação deve colocar ainda mais lenha na fogueira do debate que ganhou o planeta nos últimos anos. E talvez seja argumento final contra aqueles que defendiam o projeto que ficou conhecido como a “cura gay”, que tramitava no Congresso Nacional até a semana atras, quando foi engavetado. - Não se trata da História de uma minoria, mas sim de parte da História da Humanidade. O desejo por pessoas do mesmo sexo sempre existiu em todas as culturas - disse ao GLOBO o curador do museu, Richard Parkinson, que está à frente do projeto desde 2006. Peças selecionadas do acervo Das milhões de peças do acervo do museu, 44 foram selecionadas em um primeiro momento para o livro, mas outras poderão ser identificadas a partir de novas pesquisas.

Entre as escolhidas estão os bustos do imperador Adriano (117-138 d.C.) e do seu amante Antínoo. Este último, depois de morrer afogado no Rio Nilo com apenas 18 anos, foi declarado deus por ordem do imperador em luto, que também mandou fazer esculturas em sua homenagem e erguer uma cidade com o seu nome, Antinoópolis. De acordo com o British Museum, pesquisas realizadas com os visitantes, por ocasião de uma grande exposição sobre o imperador romano em 2008, mostravam que poucos sabiam da sua preferência por homens. Xilogravuras eróticas japonesas também são destaques da publicação, em versões que mostram duas mulheres e dois homens fazendo sexo. Nesta última, um deles está vestido de mulher no estilo do tradicional teatro kabuki, em que atores interpretavam tanto os papéis masculinos quanto os femininos. Outra peça em destaque é a “Taça de Warren” (10 d.C.), considerada a aquisição individual mais cara já feita pelo museu, no valor de 1,8 milhão de libras (cerca de R$ 5,8 milhões). A taça de vinho romana é decorada com cenas de sexo entre homens e teria sido encontrada perto de Jerusalém. Também tem destaque uma lâmpada de cerâmica turca do século I que mostra duas mulheres fazendo sexo. Bem antes destes objetos, no século XVIII a.C., a Epopeia de Gilgamesh, um dos poemas mais antigos de que se tem notícia, já tratava do desejo por pessoas do mesmo sexo.


 A tabuleta encontrada no Iraque conta a história do deus-herói Gilgamesh e seu companheiro íntimo, “o cabeludo e selvagem Enkidu”, como descreve o texto do museu. Ambos lutam e derrotam a deusa Ishtar. Enkidu, no entanto, morre pouco depois, o que leva Gilgamesh a passar o resto do poema atormentado pelo luto e tentando superar a morte do amigo. Antes mesmo de conhecê-lo, Gilgamesh fora alertado de que o amaria como uma esposa. Para o museu, tal intimidade não significa necessariamente desejo sexual. Mas alguns historiadores discutem sobre o uso de palavras ou expressões que poderiam ser interpretados desta maneira, e se Gilgamesh e Enkidu não eram apenas amigos, mas amantes: “uma relação homossocial ou homossexual? Não há contato sexual claro, mas a relação é descrita de maneira erótica”. O British Museum optou deliberadamente por não realizar uma exposição específica com as peças selecionadas para o catálogo. A explicação é simples: achou-se que singularizar um punhado de peças da coleção seria, mais uma vez, lidar com este tema universal como um assunto de minorias. - Não se trata de um estudo da academia, como os que já foram feitos, que só será lido pela comunidade ou pelos acadêmicos gays. 

O que queremos é despertar os cidadãos em geral para o assunto. Estamos fazendo um trabalho para uma audiência maior, para todos os públicos. Esta é uma História que pertence a todos, que fez parte de todos os períodos em todas as culturas - ressaltou Parkinson. Mesmo assim, tudo o que está no livro pode ser visto, seja virtualmente (a coleção completa do museu está disponível em www.britishmuseum.org), seja ao vivo e em cores. As coordenadas estão indicadas no site. Como nem todos os objetos estão em exibição permanente por questões de conservação, recomenda-se o agendamento prévio para estes itens específicos. - A evidência do desejo por pessoas do mesmo sexo e as ideias de gênero foram sistematicamente deixadas de lado no passado, mas os museus, com as suas coleções, podem nos permitir olhar para trás e identificar a diversidade ao longo da História - afirmou o curador. De acordo com Parkinson, estes tipos de evidência, muitas vezes parciais e, em alguns casos, ambíguas, foram sistematicamente escondidas ao longo da História, ou simplesmente censuradas. Assim, o projeto do livro começou quando o museu foi procurado por uma especialista que queria reunir essas informações do passado.

 O curador admitiu que a iniciativa enfrentou algumas dificuldades básicas, tais como a escolha das melhores palavras para tratar o tema. Para ele, o emprego do termo “gay” está longe de ser o mais adequado. O ideal seria “desejo por pessoas do mesmo sexo”, que acredita estar mais descolado de rótulos, mas, reconheceu, ele não atingiria o público geral com o mesmo entendimento. - Estamos falando do rótulo. Existem muitas maneiras de ser gay, não só os estereótipos, e acho que “desejo por pessoas do mesmo sexo” é mais adequado para falar deste passado mais distante. Não dá para usar o mesmo rótulo dos dias de hoje - avaliou. As peças no catálogo, que já está à venda na loja do museu e nas principais livrarias londrinas, também incluem objetos modernos, tais como bótons de campanhas pelos direitos homossexuais.

Fonte: http://www.obardohelio.com.br/curiosidadesdomundolgbt.html

O orgulho LGBT se espalha pela publicidade


30/06/2016:

No dia em que se comemorou a diversidade de gênero, empresas e veículos entraram na conversa; o destaque vai para as campanhas de Avon e Skol 

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A comemoração do Dia do Orgulho LGBT nesta terça-feira, 28, não passou batido por marcas e veículos que divulgaram campanhas em apoio à causa. A TV Brasil, por exemplo, lançou em suas redes um vídeo em homenagem ao dia com os apresentadores do programa “Estação Plural” ironizando o preconceito.





Já a Globo News lançou a hashtag #SomosTodosOsGêneros e escreveu em seus perfis:  “estamos muito felizes por fazer parte dessa corrente contra o preconceito”.  
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Especificamente nesta terça-feira, outras duas marcas importantes lançaram campanhas voltadas ao tema. A primeira foi a Avon que trouxe artistas de várias identidades de gênero protagonizando a campanha #sintanapele para a linha BB Cream. Em abril, a marca já tinha estreado uma campanha com a drag queen Pabllo Vittar.



A Skol, por meio de uma campanha assinada pela F/Nazca, assumiu seu posicionamento sobre a diversidade.





Recentemente, C&A lançou a campanha Dia dos Misturados, uma das mais vistas no YouTube em maio.

E o YouTube iniciou uma campanha com seus influenciadores falando sobre o assunto:

http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/2016/06/28/o-orgulho-lgbt-se-espalha-na-publicidade.html
Fonte: http://www.meioemensagem.com.br/

Ceará do Meu Orgulho – II Festival do Orgulho LGBT do Estado do Ceará

30/06/2016:
 Franzé Morais

• 3 de Julho – A partir das 16h

• Praça Verde – Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura

• Evento Gratuito

Um mar de cores e diversidade irá dominar a Praça Verde do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, no domingo, 3 de Julho, na segunda edição do Festival do Orgulho LGBT do Estado do Ceará “Ceará do Meu Orgulho”.

Pelo segundo ano consecutivo a Coordenadoria de políticas LGBT da Secretaria de Direitos Humanos do Estado do Ceará, em parceria com o Vereador Paulo Diógenes, com a Coordenadoria de Políticas LGBT da Secretaria Municipal de Direitos Humanos de Fortaleza e o fórum Fortaleza Acolhedora (Que reúne artistas, produtores e profissionais do mercado GLS de Fortaleza), realizam um festival para mostrar todas as cores da diversidade sexual de nosso estado no entorno do Dia Mundial do Orgulho LGBT.

Serão várias horas de apresentações, performances, shows, DJs com sets especiais, e muita festa para celebrar a luta e o movimento que nunca cessa em contrapor o amor ao ódio institucionalizado.


Vrááá! Taís Araújo tece elogios à atriz trans Laverne Cox: “Mulher que inspira”





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Parece que a atriz cis Taís Araújo simplesmente a-do-rou conhecer o trabalho da atriz trans Laverne Cox, que estrela atualmente a quarta temporada de Orange is The New Black, da Netflix. Tanto que ela usou utilizou as suas redes sociais para tecer vários elogios. 

+ Skok e Avon acertam ao promover verdadeira visibilidade LGBT em propagandas

Em seu Facebook, a brasileira promoveu a visibilidade trans ao escrever: “Mulher. Atriz. Negra. Trans. Ativista. Escritora. Brilhante. Essa é Laverne Cox", com uma foto da atriz. 

Taís continua: "Uma jovem e incrível personalidade que vem ganhando mais e mais destaque pelo seu talento". "#Mulheres Que Inspiram", finalizou. 
A postagem contou com mais de 16 mil curtidas e 365 compartilhamentos.

A homenagem à Laverne foi comemorada pelos fãs de ambas e despertou curiosidade em quem não conhecia. “Uma das melhores artistas do Brasil elogiando uma das melhores lá de fora. Que coisa linda de se ver”, escreveu um fã. “Taís eu como mulher trans fiquei tão feliz com essa postagem. Obrigada. a Laverne é uma inspiração para mim”, disse outra. 



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Mas teve gente que preferiu destilar o seu preconceito. “Mas é trans? Então não é mulher, é transsexual mulher é mulher e transsexual é transsexual não confunda as bolas”, escreveu uma seguidora, que foi criticada nas redes. 

O fato é que Taís sabe que representatividade, visibilidade, sororidade e resistência são importantes. Não é por acaso que ela vem sendo uma das atrizes negras que vem derrubando diversas barreiras, bem como ser a primeira negra a estrelar uma novela da Globo, e superando vários preconceitos sociais, como as denúncias que faz sobre os ataques racistas.   


Vale lembrar que Laverne Cox tornou-se mundialmente conhecida após estrelar a série Orange is the new black, da Netflix e estampar a capa da revista Time. Ela se prepara para viver a protagonista de The Rocky Horror Picture Show.

Fonte: http://www.nlucon.com/

VOZ DO LEITOR: TEATRO - JOÃO PESSOA - PB

''Amigos do Humor LGBT sou Gêmeos Junto com meu irmão estaremos estreando uma comédia O Surto ... Sou de João pessoa Pb estou divulgando nosso trabalho de Teatro se vcs puderem apoiar compartilhando nossa Chamadinha agradecemos.



Juntos na paraiba formamos plateia com nossas personagens as Gêmeas Diet e Light''




E você que tem interesse em  compartilhar algo conosco, entre em contato através do e-mail lgbton@gmail ou  pelo inbox de nossa fanpage no facebook (https://www.facebook.com/humorgls.lgbt) que com certeza publicamos aqui no VOZ DO LEITOR.

Festival LGBT em Lima exibirá 65 filmes e terá participação do Brasil


20/06/2016:

Antonio Scorza/UOL

Letícia Spiller com o diretor Paulo Vespúcio de "O Casamento de Gorete"
A 13ª edição do Outfest Peru, o festival gay de cinema de Lima, começa nesta segunda (20) com 65 filmes de 19 países, incluindo o Brasil, que serão exibidos até o dia 28.
Serão oito longas, 44 curtas, sete documentários e seis filmes da seção retrospectiva. A maioria dos trabalhos é do Brasil e da Espanha, mas também há filmes da Argentina, do Chile, do Reino Unido e da França, por exemplo.

O Brasil estará presente com cerca de dez produções, entre elas os curtas "Lâmpadas Fluorescentes Sob os Olhos das Cobras Cegas", de Alexandre Estevanato; "Habeas Corpus", de Leandro Afonso; e o longa "O casamento de Gorete", de Paulo Vespúcio e com Rodrigo Sant'anna, Letícia Spiller, Tadeu Mello e Ataíde Arcoverde no elenco.

O diretor do Festival Internacional de Diversidade Sexual e Gênero de Goiás (DIGO), Cristiano Souza, será um dos convidados de destaque do festival, assim como a americana Major Griffin-Gracy, também conhecida como Miss Major, ativista dos direitos dos transexuais, que apresentará um documentário sobre sua vida; e o diretor do curta paraguaio "Zulema", Ángel Molina.

As produções serão exibidas em três espaços, entre eles o Museu de Arte de Lima (MALI), que iluminará sua fachada com as cores do arco íris durante a inauguração do Outfest com o objetivo de sensibilizar as pessoas que passam pela região sobre os crimes de ódio.

O diretor da filial peruana da ONG internacional Aids Healthcare Foundation (AHF), José Luis Sebastián, explicou que a iluminação das fachadas do MALI "é uma forma simbólica de dar visibilidade à comunidade LGTB".

"É evidente que precisamos de uma legislação para protegê-los de todo tipo de atentado e assim evitar situações como o massacre em Orlando. Sabemos que para fomentar o acesso à saúde e as estratégias para a prevenção do vírus HIV é indispensável que os direitos fundamentais de todos sejam respeitados", acrescentou Sebastián.

Durante o festival, a AHF Peru oferecerá gratuitamente ao público a possibilidade de fazer testes de HIV.


Mês do Orgulho LGBT: apps e sites para celebrar a diversidade


20/06/2016:

A tecnologia pode ser uma grande aliada no combate ao preconceito e na valorização da diversidade sexual e de gênero. Como junho é celebrado em todo o mundo como mês do Orgulho LGBT e do combate à homofobia e à transfobia, o TechTudo selecionou uma lista de apps, sites e serviços voltados aos cidadãos LGBT no Brasil. A maioria dos programas funciona tanto para celulares quanto para PC.
Vale lembrar que o período virou marco após a Revolta de Stonewall, um episódio de resistência de um grupo de homossexuais, em 1969, aos atos de violência policial em um bar em Greenwich Village, nos EUA. Confira a seleção de apps e sites abaixo e veja como a tecnologia pode ajudar no combate ao preconceito e prestação de serviços em prol da tolerância. 


Apps e sites para celulares e computadores podem ser grandes ferramentas para promover a cidadania LGBT (Foto: Arte/Elson de Souza)
Espaço Livre
Espaço Livre é um app para celulares com Android e Windows 10Mobile que busca criar um mapa da homofobia no Brasil. Segundo dados da Secretaria Especial de Direitos Humanos, foram registradas 2.964 denúncias de discriminação e violência contra a população LGBT no país em 2015 pelo Disque 100. No mesmo ano, o número de assassinatos motivados por homofobia no país foi de 318, de acordo com dados coletados pelo Grupo Gay da Bahia, que é referência na luta pelo direitos de pessoas LGBT.
Espaço Livre é um aplicativo para Andorid, iPhone e Windows que traça um mapa da homofobia no Brasil (Foto: Divulgação/Play Store)


Espaço Livre é um aplicativo para Andorid, iPhone e Windows que traça um mapa da homofobia no Brasil (Foto: Divulgação/Play Store)
No Espaço Livre, usuários podem relatar anonimamente pontos em suas cidades em que sofreram agressões físicas ou verbais. Além disso, o app também serve como fonte de consulta sobre áreas perigosas com base no relato dos usuários: quanto mais vermelha for a localização, maior é a quantidade de denúncias. Segundo os desenvolvedores, o app deve chegar em breve para iPhone (iOS).

Mona Migs
O Mona Migs é uma startup que busca conectar pessoas expulsas de casa por causa da LGBTfobia a famílias dispostas a ampará-las. Atualmente, o site encontra-se em pré-cadastro para que os interessados em receber pessoas em estado de vulnerabilidade possam fornecer dados para o contato. Além disso, também há coleta de relatos de indivíduos que sofreram discriminação ou violência em casa e desejam compartilhar histórias anonimamente na página do Facebook.

Mona Migs é um portal que conecta pessoas expulsas de casa à famílias abertas a recebê-las (Foto: Reprodução/Mona Migs)

Mona Migs é um portal que conecta pessoas expulsas de casa à famílias abertas a recebê-las (Foto: Reprodução/Mona Migs)
Segundo a equipe da plataforma, foram recebidos atualmente um total de 790 cadastros e 248 depoimentos em pouco mais de um mês desde o lançamento do Mona Migs. “A procura nos impressionou de duas formas: uma negativa, pois não deixamos de ficar extremamente tristes em saber que existem tantas pessoas por aí expulsas de casa. E, em parte positiva, pois conseguimos dar a esperança a pessoas que, em alguns casos, estavam a ponto de cometer suicídio”, disse um dos desenvolvedores da plataforma, Wallace Soares.


Tem Local?
Tem Local? é uma plataforma colaborativa que reúne relatos de pessoas que sofreram ou presenciaram agressões motivadas por LGBTfobia. Ao abrir a página, o usuário pode selecionar orientação sexual e/ou identidade de gênero com as quais se identifica. Em seguida, é possível ler as histórias publicadas no mapa, identificadas com base no tipo de preconceito sofrido.
Tem Local? reúne relatos e dados de violência contra a comunidade LGBT (Foto: Reprodução/Tem Local?)

Tem Local? reúne relatos e dados de violência contra a comunidade LGBT (Foto: Reprodução/Tem Local?)
Ao contrário do Espaço Livre, o Tem Local? permite que o internauta forneça mais detalhes sobre a agressão sofrida ou presenciada. É possível informar o local da agressão no mapa, o tipo de violência, data, hora, um pequeno relato e definir se foi homofobia, lesbofobia, bifobia ou transfobia. O site solicita ainda contato e informações sobre a vítima para ajudar a gerar estatísticas e futuras cobranças ao poder público.


Dicionário de Gêneros
Dicionário de Gênero é um projeto colaborativo do AfroReggae e da agência Artplan, que visa desmitificar e quebrar preconceitos quanto à identidade de gênero. Para isso, a página explica conceitos nem sempre claros à população, como a diferença entre sexo, orientação sexual e identidade de gênero. O site também propõe uma reflexão sobre o quanto a língua nos define, mas também falha no que diz respeito à evolução da percepção de representatividade.
Dicionários de Gênero explica a identidade de gênero de forma colaborativa (Foto: Reprodução/Dicionário de Gêneros)


Dicionários de Gênero explica a identidade de gênero de forma colaborativa (Foto: Reprodução/Dicionário de Gêneros)
Para enfrentar esse desafio, o Dicionário de Gêneros consultou dezenas de pessoas para que elas, em depoimentos, definissem a sua própria identidade de gênero. O projeto é ainda uma plataforma aberta na qual cada internauta pode colaborar com a visão de sua identidade, podendo até mesmo incluir novas definições ao dicionário, como uma espécie de Wikipedia.

TransEmpregos
A população de transgêneros no Brasil encontra-se, muitas vezes, em situação de vulnerabilidade socioeconômica e com dificuldade de se colocar no mercado do trabalho. Segundo a Associação Nacional de Travestis e Transexuais do Brasil (Antra), 90% das pessoas trans trabalham com prostituição e em salões de beleza, nem sempre por escolha, mas por preconceito. No entanto, o site TransEmpregos é uma iniciativa para ajudar a comunidade a encontrar oportunidades.


TransEmpregos é um portal de oportunidade de trabalhos para transgêneros (Foto: Reprodução/TransEmpregos)

TransEmpregos é um portal de oportunidade de trabalhos para transgêneros

 (Foto: Reprodução/TransEmpregos)
Na página, é possível consultar diversas vagas em postos de meio período ou integral, estágio, autônomo e freelancer. Além disso, travestis e transexuais podem anunciar seus currículos gratuitamente para serem encontrados por empregadores.
Conhece mais algum aplicativo ou site que preste serviço de apoio ou diminua o preconceito contra a comunidade LGBT? Deixa a sua colaboração em nosso Fórum 
Referências: Secretaria de Direitos Humanos e Grupo Gay da Bahia

http://www.techtudo.com.br/listas/noticia/2016/06/mes-do-orgulho-lgbt-apps-e-sites-para-celebrar-diversidade.html

Celulóide Colorido: a representação LGBT nos cinemas – Parte I


20/06/2016:


Com os acontecimentos recentes em Orlando, nos EUA, o Cine Set gostaria de fazer uma pequena reflexão e tentar tocar naquela palavra que tanto tem aparecido nos bastidores da indústria e em sites como nós, que se propõem a analisá-la: representatividade.
Em linhas gerais, se um local frequentado por gays ainda não está seguro da intolerância e da violência, então sim, é preciso que essas personagens apareçam e sejam notados nas obras culturais de massa. É preciso porque essas representações, por sua abrangência, informam o mundo sobre esse segmento – sobre como vivem, como amam, porque riem e choram.
Filmes, de maneira geral, tentam representam um aspecto da vida e são uma excelente janela pela qual adentrar universos. É a razão pela qual nos dispomos a vê-los. Por conta disso, a série de três artigos que começa hoje e segue nas próximas duas segundas-feiras remonta um histórico da representação de gays no cinema, separados por localidade, com o cinema americano vindo nesta primeira parte. Mais necessária do que nunca, eles são uma maneira de nos fazer enxergar a multiplicidade do ser humano.
Sangue Vermelho”: o primeiro bar gay do cinema

Nos primórdios

Pouca gente sabe, mas uma das primeiras imagens gravadas em celuloide é a de dois homens dançando ao som de um violino. Feita em 1895 para demonstrar o poderio do cinetoscópio (aparelho americano de exibição de filmes rival do cinematógrafo, dos irmãos Lumiére), a gravação é apontada como a primeira aparição de personagens homossexuais no cinema.
A popularização dos gays no início de Hollywood acabou se dando largamente através do estereótipo do “maricas” – em essência, o homossexual bem afeminado, caricato e aparentemente assexuado. A problematização aqui não é sua fuga aos padrões de masculinidade (as discussões de gênero já avançaram muito, gente), mas sim o fato dessas personagens nunca serem desenvolvidas, servindo apenas a um propósito: fazer rir.
Eles apareciam em produções como “Melodia da Broadway” (1929), “Myrt e Marge” (1933) e em “Sangue Vermelho” (1932), que, mais notoriamente, mostra uma cena com dois homens vestidos de camareiras entretendo um bar inteiro em um número musical.


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“Festim Diabólico”: quando um dos protagonistas é flagrado durante um claro olhar de “Eu vou te matar se você não parar de olhar para esse boy”

A mordaça do Código Hays

Em 1930, o Código Hays entra em vigor nos EUA, brecando menções a diversos temas em filmes, incluindo a homossexualidade, em defesa da moral e dos bons costumes (qualquer semelhança com o estado atual das coisas é mera coincidência). No entanto, isso acaba deixando os profissionais da área peritos em inserir personagens homossexuais nas obras cinematográficas de maneira sutil e subentendida.
Um dos casos mais notáveis é o de “Festim Diabólico” (1948), um famoso suspense de Alfred Hitchcock que adapta o caso real de um casal homossexual que idealiza um assassinato – tudo comunicado através de linguagem corporal e dicas nos diálogos. Outros filmes famosos da época, “Juventude Transviada” (1955) e “Ben-Hur” (1959), também podem ser lidos como grandes alegorias de amores homossexuais não correspondidos. No caso de “Ben-Hur”, inclusive, o escritor Gore Vidal, que trabalhou no roteiro do filme, admitiu posteriormente que esse subtexto foi proposital.
Uma menção válida no cinema independente é o cineasta experimental Kenneth Anger, que, longe das amarras dos estúdios, se tornou um dos primeiros cineastas dos EUA a mostrar francamente a homossexualidade em seus filmes em filmes como “Fireworks” (1947), que lida com o despertar sexual de um garoto de uma maneira onírica.
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“Crime Sem Perdão”: “Isso é um pacote de chicletes ou você realmente está feliz em me ver?”
O risível vira temível
O sucesso de filmes como “Confidências à Meia-Noite” (1959) e “Quanto Mais Quente, Melhor” (1959), que repaginaram certos aspectos do “maricas” dos anos 20 e 30, e a crescente concorrência de filmes estrangeiros que não tinham restrições de produção como as americanas, acabaram levando ao fim do Código Hays.
O fim do código permitiu com que mais gays aparecessem em filmes, porém suas representações vinham carregadas de preconceito e sempre eram ligadas a comportamentos marginais ou vilanescos, bem como a distúrbios mentais.
Filmes como “De Repente, no Último Verão” (1959), “Na Solidão do Desejo” (1968) e “Crime Sem Perdão” (1968) pintam os gays como figuras perturbadas e o desejo homossexual como algo deprimente e digno de pena. Esse último, inclusive, tem uma das visões mais “bad vibes” do mundo dos clubes gays.
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“Pink Flamingos”: o empoderamento do “camp” e das “drag queens”

Stonewall! (o de verdade, não aquele filme horrível do ano passado)

Os levantes de Stonewall, em Nova York, que marcaram o início do movimento gay nos EUA, deram um toque nos estúdios de que os homossexuais eram gente como a gente e mereciam retratos melhores na telona.
Nesse sentido, “Os Rapazes da Banda” (1970), um filme totalmente protagonizado por homossexuais que não são nem vilões nem vítimas, tampouco morrem no final (este último fato, inclusive, mencionado por um deles no roteiro), é lançado. O grande musical “Cabaret” (1972) e o independente “Pink Flamingos” (1972), ambos muito representativos, ainda que cada um à sua maneira, do “camp” setentista, também datam dessa época.
Por sua vez, em “Parceiros da Noite” (1980), os gays são mostrados sob uma luz tão negativa que o longa gerou protestos do movimento LGBT e causou um dano considerável à carreira do diretor William Friedkin, que demorou cerca de 15 anos para começar a retomar o sucesso comercial.
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“Garotos de Programa”: “Não é gay se não beijar na boca”

O New Queer Cinema

No fim dos anos 1980, o movimento “New Queer Cinema” começou a emergir no cinema independente, buscando representações mais ousadas do estilo de vida dos homossexuais e apresentando cineastas que dedicavam sua filmografia inteira à temática.
Personagens que se afirmavam de maneira desafiadora perante a sociedade e abraçavam suas falhas, representações de minorias dentro da comunidade LGBT, e drásticas releituras do passado eram algumas das características que uniram as obras ligadas a essa corrente cinematográfica.
Nela, filmes como “The Living End” (1992) e “Garotos de Programa” (1993) anunciaram vozes mais conectadas ao cinema alternativo e quebrando paradigmas, colocando personagens homossexuais em todos os seus filmes, de maneiras muito diversificadas.
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“O Segredo de Brokeback Mountain”: não ganhou Oscar de Melhor Filme, mas ganhou os corações do público

Gays oscarizados

Na mesma época, o cinema “mainstream” também viu protagonistas gays brilharem em histórias como “Parting Glances – Olhares de Despedida” (1986), “Meu Querido Companheiro” (1989) e “Filadélfia” (1993). Neste último, um dos astros mais populares dos EUA, Tom Hanks, ganhou o Oscar de Melhor Ator interpretando um homossexual, o que foi um marco. Os três filmes tratam do impacto que a epidemia da AIDS gerou na vida dos gays, abordando o assunto com delicadeza e, mais importantemente, não demonizando as vítimas.
Esse perfil só cresceu no século XXI, com filmes como “O Segredo de Brokeback Mountain” (2005), “Capote” (2005) e “Milk – A Voz da Igualdade” (2008) reforçando novas representações de homossexuais no cinema e obtendo sucesso de público e crítica. Todos esses entregaram personagens gays tridimensionais, chegaram à corrida do Oscar e saíram com prêmios.
No entanto, nem tudo são flores, já que ainda se nota uma preponderância de histórias em que esses personagens vivenciam tragédias e acabam mortos. Dos filmes feitos após 1990 citados aqui, apenas “Capote” não apresenta protagonistas homossexuais que morrem.


http://www.cineset.com.br/celuloide-colorido-representacao-lgbt-nos-cinemas-parte-i/


 
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